
O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, chamou Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro de “vira-latas de Trump” ao criticar a atuação dos filhos de Jair Bolsonaro junto ao governo dos Estados Unidos. A declaração foi feita nesta terça-feira (2), após a proposta estadunidense de novas tarifas contra produtos brasileiros e a pressão sobre o Pix.
“Na semana passada, Flávio Bolsonaro esteve com Trump e Marco Rubio. Eduardo Bolsonaro disse: ‘Tem mais por vir’. E veio: tarifas contra o povo brasileiro”, afirmou Lindbergh nas redes sociais. Para o deputado, a movimentação bolsonarista no exterior favorece interesses estrangeiros em prejuízo do Brasil.
O parlamentar também acusou os irmãos de atuarem contra a soberania nacional. Segundo Lindbergh, as medidas anunciadas pelos Estados Unidos atingem setores estratégicos da economia brasileira e incluem pressão sobre o Pix, sistema público de pagamentos instantâneos operado pelo Banco Central.
A fala ocorreu no mesmo dia em que Lula também elevou o tom contra integrantes da família Bolsonaro. Em agenda em Goiás, o presidente chamou os filhos de Jair Bolsonaro de “vendilhões da pátria” e afirmou que eles foram ao exterior pedir interferência de um país estrangeiro em decisões brasileiras.
Semana passada teve reunião. Depois veio o recado: “tem mais por vir”. E veio.
Tarifas contra o Brasil, pressão sobre o PIX e ataque à nossa soberania.
Quem vai lá fora pedir interferência contra o próprio país não está defendendo o Brasil. Está colocando disputa política acima… pic.twitter.com/f5RcF9fSBG
— Lindbergh Farias (@lindberghfarias) June 2, 2026
Lindbergh repetiu a crítica e classificou Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro como “traidores”. “Quem vai lá fora pedir interferência contra o próprio país não está defendendo o Brasil. Está colocando disputa política acima da soberania nacional”, afirmou.
O deputado ainda comparou a postura dos bolsonaristas a uma traição histórica. “Por menos do que isso, Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, foi enforcado”, disse Lindbergh, ao defender que a reação contra a pressão estadunidense seja tratada como tema de soberania.
A ofensiva contra os Bolsonaros ocorre em meio à repercussão das reuniões de Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro com autoridades ligadas ao governo Donald Trump. Governistas passaram a associar os encontros ao endurecimento dos Estados Unidos contra o Brasil, incluindo tarifas, questionamentos ao Pix e ataques a políticas internas do país.