Por que a direita não se atreve a prender Lula? Por Paulo Nogueira

Uma coisas é querer prender, outra é prender
Uma coisas é querer prender, outra é prender

É certo que a plutocracia quer prender Lula.

O motivo é que Lula é o grande favorito para 2018. Quanto mais batem nele, maior o seu favoritismo.

A direita conseguiu dar um golpe parlamentar, mas não foi capaz de criar um adversário para Lula. Os nomes que estão aí parecem mirins.

Dito isso, fica a pergunta: por que então Lula não é preso, se é tanta a vontade?

A resposta cabe numa palavra: medo. Paúra.

Uma coisa é desejar prender Lula. Outra coisa é prendê-lo.

Quais poderiam ser as consequências? A verdade é que ninguém sabe — incluídos aí os próprios lulistas.

O que se tem é uma pista: o depoimento coercitivo de Lula gerou uma resposta assustadora para os que o querem preso.

Se naquela ocasião as ruas gritaram, o que dizer num caso de prisão?

A direita teria como conter os protestos? Não é fácil. Seria complicado em qualquer situação, e ainda mais quando você tem um governo fraco e sem apoio popular como é o de Temer.

Movimentos sociais falam, antecipadamente, em acorrer a Curitiba, sede da Lava Jato. Que tipo de cena veríamos lá? Pressão da militância para libertar Lula, repressão policial violenta?

Como você vê, são muitas as questões sobre o que aconteceria no caso de prisão de Lula, cada qual mais inquietadora que a outra.

Enquanto os plutocratas não tiverem convicção sobre sua capacidade de controlar as reações à prisão de Lula, não se mexerão. Permanecerão nesta guerra fria em que há palavras, insinuações, ameaças — mas não atos.

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