Por que a Espanha foi eliminada?

 

Iniesta é um craque que fará falta
Iniesta é um craque que fará falta

Ladies & Gentlemen:

Boss me encomenda um artigo com o seguinte título: Por que a Espanha caiu?

A resposta cabe numa frase: porque Copa é um enorme acaso. O jogador mais decisivo, numa Copa, se chama Supernatural. Supernatural Jones. Ou, como vocês preferem chamá-lo, Sobrenatural de Almeida.

A Espanha é um dos melhores times. Poderia ser campeão. Morreu no final do primeiro tempo do jogo contra a Holanda. O habilidoso David Silva perdeu um gol por excesso de classe, ao tentar encobrir o arqueiro adversário.

2 a 0, àquela altura, resolvia o jogo.

No lance seguinte, Van Persie deu um vôo sensacional depois de um chute ao acaso de um companheiro de time e, com a ajuda nítida de Supernatural, empatou o jogo.

Os espanhóis faleceram aí, assim como na final da Uefa o Atlético de Madri acabou no gol de empate do Real no último minuto de um jogo épico.

Para o Brasil, foi uma boa notícia. São boas as chances de a seleção brasileira enfrentar o Chile na próxima etapa. O Chile é um velho freguês (nota da tradutora: old customer) do Brasil.

Costuma entrar derrotado, pelo peso continental do time canarinho.

Caso Big Phil promova as alterações necessárias para o time deslanchar – basicamente, Fernandinho e Willian no lugar de Paulinho e Oscar –, o panorama para o Brasil tenderá a se desanuviar depois do sofrido, sofrível empate sem gols com o México.

Ladies & Gentlemen: ainda tenho muita fé no English Team. Pelo que jogamos contra a Itália, e pelo que vi nos demais jogos, temos um dos melhores times entre os que participam da Copa.

Todos apostavam na Espanha e ei-la eliminada. Ninguém apostava em nós e … e por que não?

Se Supernatural se virar para nós, ele que tanto tem nos punido.

Sincerely.

Scott

Tradução: Erika Kazumi Nakamura

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Aos 53 anos, o jornalista inglês Scott Moore passou toda a sua vida adulta amargurado com o jejum do Manchester City, seu amado time, na Premier League. Para piorar o ressentimento, ele ainda precisou assistir ao rival United conquistando 12 títulos neste período de seca. Revigorado com a vitória dos Blues nesta temporada, depois de 44 anos na fila, Scott voltou a acreditar no futebol e agora traz sua paixão às páginas do Diário.