
A TV Globo transferiu o repórter Felipe Santana de Nova York para a China. A mudança vem acompanhada da estreia da série “Entre 2 Mundos”, que começou no Fantástico no domingo (26). Composta por seis episódios, é uma análise comparativa entre as duas maiores potências econômicas: os Estados Unidos e a China.
A proposta, segundo a emissora, é oferecer um “olhar brasileiro” sobre a China, destacando diferenças essenciais com os olhares norte-americanos, que frequentemente se preocupam com a balança comercial.
Uma parte será transmitida no Jornal Nacional, em que Felipe Santana irá apresentar um resumo da história do país, com destaque para Xangai, considerada a “vitrine da China moderna” e centro financeiro da segunda maior economia do mundo. O repórter cinematográfico Lucas Luz também foi designado à China para acompanhar e registrar as reportagens.
No primeiro episódio, que tem 17 minutos e 55 segundos, a série explorou as semelhanças e diferenças entre Xangai e Nova York, duas metrópoles que se destacam como centros econômicos globais. O episódio focou na análise dos sistemas de transporte, como aeroportos, trens de alta velocidade e sistemas metroviários das duas cidades.
O #Fantástico está na China. A superpotência que desafia o poder dos Estados Unidos. É a estreia da nova série “Entre Dois Mundos” pic.twitter.com/tRLSYudr0r
— Fantástico (@showdavida) April 27, 2026
Felipe elogiou a China por “ter o mesmo partido há quase 80 anos no poder”, contrastando com as democracias ocidentais, onde, “principalmente as polarizadas, a gente vê um monte de político que começa obra e não termina, e aí o próximo não quer nem encostar”. A reflexão foi feita em paralelo à análise da estabilidade política chinesa e a velocidade com que o país tem avançado em sua infraestrutura e crescimento econômico.
Recentemente, uma pesquisa desenvolvida pela Fundação Friedrich-Ebert-Stiftung, em parceria com o grupo Diálogo e Paz, revelou uma melhora significativa na imagem da China na América Latina. A pesquisa foi realizada com mais de 12 mil pessoas de dez países latino-americanos, incluindo o Brasil. A pesquisa mostrou que, embora os EUA e países europeus sejam vistos com mais hostilidade, a imagem da China melhorou, especialmente nas áreas de educação, ciência, tecnologia e inteligência artificial, onde a China se destaca como líder global.
Vivi pra ver a Globo elogiar o modelo de partido único da China, comunista e de esquerda, e criticar democracias polarizadas. #Fantástico pic.twitter.com/YgVruxEhTX
— Bruno Guzzo® (@brunoguzzo) April 27, 2026