Por que Cármen não convida logo Heraldo Pereira para a “reunião informal” do STF? Por Kiko Nogueira

Cármen segue o script de Heraldo na Globo

Meu amigo Lifton Cletz, já entrado em anos, diz que não se lembra de ter visto um STF tão fraco de caráter.

Lifton acha que nem da ditadura era assim.

Ele comentava sobre a entrevista de Cármen Lúcia a Heraldo Pereira no Jornal Nacional na segunda, dia 19.

Tropeçando nas palavras, Cármen respondeu a tudo o que Heraldo queria, sempre concordando com ele, deixando claro que vai fazer o que o patrão de ambos ordenou.

Só faltou, no final, Heraldo, em sua canastrice infinita, fazer um sinal de coração com as mãozinhas e mandar um “tamo junto”.

Cármen deveria convidá-lo para a tal “reunião informal” desta terça.

Quem marcou foi o decano Celso de Mello, que quer “discutir”, sabe como é, ver se rola de acertar o tom quando se fala da execução da pena de prisão após condenação em segunda instância.

Não se sabe onde será a happy hour, mas de onde menos se espera é que não vem nada, mesmo, como adiantava o Barão de Itararé.

Em tese, Celso quer pacificar o Supremo.

Cármen e o relator da Lava Jato, Edson Fachin, têm se negado colocar o tema em votação, optando por um jogo de empurra empurra grotesco e covarde.

Em seu jogral com Heraldo, Cármen falou que não vê razões para o Supremo entrar no assunto. 

No mesmo dia, Sergio Moro lamentava os “rumores” de que o Supremo debateria a questão. A mudança seria “desastrosa” para as investigações.

Heraldo deu um jeito de meter a Lava Jato no papo com Cármen, que não titubeou em sua demagogia. “Essa operação mudou o Brasil no sentido da esperança do povo de ter o combate à corrupção”, cravou.

Vem Pra Rua, MBL e outros movimentos fascistoides comemoraram a entrevista com memes esfuziantes sobre o que entendem como a desgraça de Lula.

A hashtag idiota “Resista, Cármen” tomou conta das redes sociais.

Ela já se curvou à pressão da Globo e assim vai prosseguir.

Não vai julgar o habeas corpus de Lula porque os Marinhos não permitem. Ponto. 

O bate papo com os ministros é para ver se eles conseguem dar uma aparência de legalidade e decoro mínimos àquela bandalheira.

Heraldo tem tudo para dar boas risadas com essa turma. Afinal, é por conta da casa.

 

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