
A escolha do ministro André Mendonça para conduzir o inquérito sobre o Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF) acendeu um alerta em setores do Congresso Nacional, especialmente no Centrão, que veem risco de uma atuação mais rigorosa no avanço das investigações, conforme informações do blog do Camarotti, do G1.
A avaliação predominante é de que o magistrado adotará uma postura de linha dura e não deverá impor limites ao trabalho da Polícia Federal.
O receio ganhou força após a saída de Dias Toffoli da relatoria e o sorteio de Mendonça para o caso, decidido depois que a PF encontrou menções ao magistrado no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Parlamentares consideram que o novo relator não terá “melindre” para aprofundar apurações sobre possíveis conexões políticas envolvendo o banqueiro.
No meio político, Mendonça é visto como independente. Sua indicação ao STF, feita pelo então presidente Jair Bolsonaro, enfrentou resistência de parte relevante do Congresso, incluindo o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que chegou a segurar por cinco meses sua sabatina na Comissão de Constituição e Justiça. O impasse só foi superado após forte apoio da bancada evangélica.
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Processo continua sem reinício
Com a redistribuição, a investigação não será reiniciada. O Supremo decidiu manter válidos todos os atos e provas já produzidos, preservando o andamento do caso sobre suspeitas de fraudes bilionárias atribuídas ao banco.
Em nota, a Corte afirmou “não ser caso de cabimento para arguição de suspeição” e reconheceu “a plena validade dos atos praticados pelo ministro Dias Toffoli”.
A expectativa é de que a nova fase tenha perfil mais técnico e autonomia ampliada para que a Polícia Federal e o Banco Central avancem nas diligências. Mendonça receberá integralmente o material já reunido, incluindo depoimentos, perícias, mandados de busca e dados telemáticos apreendidos durante a operação.
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