Por que Neymar não faz a festa da pandemia na Europa, onde mora? Porque seria preso

Neymar em outros réveillons (foto: reprodução)

Darcy Ribeiro matou a charada. 

“Uma nação onde a classe dominante é de filhos ou de descendente de senhor de escravos leva na alma o pendor, o calejamento do senhor de escravos”, disse num Roda Viva.

“É uma classe dominante ranzinza, azeda, medíocre, cobiçosa, que não deixa o país ir pra frente”.

A pandemia deixou essa elite ainda mais nua.

As festas de playboys em Trancoso, que alugam casas a R$ 10 mil por dia, exibem a insensatez e a canalhice dessa casta.

Ninguém usa máscara. A comunidade vai sofrer os efeitos dessa aglomeração durante anos. Os hospitais públicos ficarão lotados.

Os turistas voarão de volta em seus jatinhos para ser tratados no Sírio Libanês ou no Einstein.

Trancoso, velho nirvana hippie nos anos 70 e 80, hoje é uma sucursal da Oscar Freire ou da Dias Ferreira, agora com a sombra da morte.

Neymar vai transferir seu bundalelê macabro para Balneário Camboriú após ser notificado pelo Ministério Público.

O rastapé para 500 pessoas em sua mansão em Mangaratiba deu ruim e o craque se vê obrigado a mudar os planos — não por uma questão de consciência, mas de risco de perder patrocinadores.

Réveillon da pandemia: congestionamento de jatinhos em Trancoso. Foto:Reprodução/Verdinho Itabuna

Por que não faz essa palhaçada em Paris, onde mora?

Porque iria em cana. Porque aqui tudo pode, especialmente para gente como ele.

Na França, a polícia poderá intervir em reuniões privadas em casas e apartamentos, caso receba denúncias de vizinhos e o toque de recolher noturno foi ampliado.

O ministro do interior Gérald Darmanin anunciou que 100 mil policiais serão mobilizados para impedir celebrações do ano novo.

O toque de recolher seguirá das 20h às 6h da manhã. Portarias para proibir a venda de combustíveis e de álcool também podem ser aplicadas.

O Brasil é o terreno baldio bonito desse beautiful people. Respeitar as leis e a integridade do outro vale para fora das nossas fronteiras.

Darcy: “Nunca se viu, em outra parte, ricos tão capacitados para gerar e desfrutar riquezas, e para subjugar o povo faminto no trabalho, como os nossos senhores empresários, doutores e comandantes.”

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