Por que o beijo gay incomoda tanto pessoas como o prefeito Crivella. Por Pablo Aires

O beijo gay em “Vingadores: A Cruzada das Crianças”, no traço do artista Jim Cheung

Publicado originalmente no perfil do autor

POR PABLO AIRES

Personagens gays estão nas telas da TV brasileira há muito tempo. Enquanto essas figuras traziam imagens estereotipadas dos gays, nunca houve problema. Pitbicha, Seu Peru, Olha a faca e Vera Verão são exemplos de como atores homossexuais serviam para levar riso aos lares brasileiros.

O problema é quando os gays começaram a conquistar outros espaços. Médicos, policiais, juízes, advogados, engenheiros, professores… Agora tem até gay querendo beijar seu companheiro ou sua companheira na praça… Constituir família. Que ousadia!!! E as crianças?

As pessoas que se dizem tão preocupadas com as crianças são as mesmas que as ignoram no sinal ou que torcem por sua morte quando cometem algum delito ou enveredam pelo caminho da criminalidade.

Nós devemos trabalhar todos os dias para que o tempo não retroceda. Para que esse grupo, tanto tempo marginalizado, discriminado e aterrorizado pare de ser expulso de suas casas, de sofrer preconceitos ou até de ser agredido e morto na rua apenas por ser quem é.

Sonho com o dia em que nenhum gay, lésbica, travesti e transexual deixe de expressar seu amor por medo do julgamento alheio ou da maldade (des)humana.

Não soltem as mãos!

E quanto aos preconceituosos, um último recado: GAYS EXISTEM. SUPEREM.

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