Por que Pazuello é um homem marcado para morrer. Por José Cássio

Pazuello e Bolsonaro em live: digno de pena


Antes é preciso dizer que Bolsonaro é um traidor.

Foi expulso do Exército por transgressão grave ao Regulamento Disciplinar, acusado de planejar ações terroristas.

Tentou explodir bombas em quartéis e outros locais do Rio de Janeiro, como na principal adutora de água da capital fluminense, para demonstrar insatisfação sobre índice de reajuste salarial.

Em três décadas como deputado, nunca se preocupou com o bem público, pelo contrário: todas as evidências levam a crer que utilizou as benesses do parlamento apenas e exclusivamente em favor de si.

Ciro, que foi seu vizinho na Câmara, já disse que seu ‘gabinete era de ladroeira’.

Dito isto, fácil deduzir que o general Eduardo Pazuello, seu ex-pau mandado no ministério da Saúde, é um homem marcado para morrer.

Sua dignidade já está sendo velada. Falta apenas sepultar.

O coveiro de aluguel tem nome e sobrenome: Fabio Wajngarten, cuja mulher acaba de se pendurar na pasta comandada pela primeira-dama Michelle.

Wajngarten vai depor na CPI da Covid semana que vem e sua falação já está pronta: vai dizer que procurou dezenas de pessoas na tentativa de convencer o governo a adquirir as três vacinas. Vai isentar Bolsonaro de responsabilidade e colocar a culpa pelo fracasso no ministério da Saúde, ou seja, no colo do general.

Precisa dizer mais?

A se considerar o histórico, Pazuello tem mesmo motivos para se sentir como um gado na rampa pronto para ser abatido.

Foi assim com Santos Cruz, Carlos Decotelli, Moro, Mandetta, Nelson Teich, Regina Duarte entre tantos outros que entregaram a alma a um fascista e terminaram descartados sem dó.

Por essa razão ele foge. Já foi rifado pelo presidente. Será também pelo Exército, uma corporação notoriamente golpista.

O show de horrores precisa continuar.