Deixe de usar lâmpadas incandescentes

led

Hoje eu estava conversando com um supervisor da Sabesp sobre a crise de água que estamos vivendo.

Estávamos levantando a redução média no consumo que houve desde que essa crise apareceu.

Nas cidades da região metropolitana onde há incentivo financeiro, a redução medida ficou acima de 40% (exceto pelo período de Copa do Mundo, em que naturalmente houve um aumento). Isso não é apenas para os pequenos consumidores, mas para todo o mercado.

É uma ótima notícia, mas acho uma pena que nós só economizemos quando há incentivo financeiro.

Os fabricantes de veículos são capazes, há muito tempo, de tratar a água que sobra do sistema de pintura. Hoje essa água é reutilizada por conta da seca, mas esses sistemas poderiam estar em uso há muito tempo e não estavam. Era mais barato usar água nova – não necessariamente mais sustentável.

E esse é só um exemplo entre vários.

Há, certamente, um desafio de infra-estrutura para os governos e empresas: o aumento da capacidade de geração de energia no Brasil está na pauta há um bom tempo; o de melhorar a captação de água em São Paulo entrou no radar por conta da crise.

Mas o desafio mais importante é da própria população, em diminuir seu consumo, senão o número absoluto, o per capita.

Em alguns casos, é necessário fazer alguma renovação. E pode acreditar, não fica caro: a utilização de equipamentos mais eficientes gera, na maioria das vezes, uma economia maior do que o gasto que temos mantendo equipamentos e produtos menos eficientes.

Você pode começar essa economia pela energia. É mais fácil e mais barato do que criar sistemas de reutilização de água, e já é uma grande coisa.

Montei uma tabela comparativa para os três principais tipos de lâmpadas que temos hoje: a incandescente comum, a fluorescente compacta e a de led.

A casa que usá-las vai ter o mesmo nível de luminosidade com qualquer que seja o tipo de lâmpada escolhida.

Para o consumo, vamos considerar um custo de R$0,32 por kW/h. Para as lâmpadas, consideremos que a incandescente custa três reais, a fluorescente compacta custa 18 reais e a de led custa 50 reais.

Vamos considerar um período de 10 anos. O tempo de vida útil máximo da lâmpada de led, a nossa opção mais durável nessa história, é de 17, 18 anos, mas é importante ter uma margem de erro. E uma utilização média de 8 horas por dia por lâmpada.

sergio1

A lâmpada de led é mais eficiente, e a longo prazo, acaba sendo mais barata também (é bom lembrar que para uma lâmpada durar 10 anos, é necessário que seja de boa qualidade).

Esse é só um passo para tornar a sua casa mais sustentável. Mas é sempre necessário começar pelo primeiro.