PP responde aos ataques bolsonaristas contra Tereza Cristina por comando do Senado

Atualizado em 4 de novembro de 2026 às 11:44
A senadora Tereza Cristina. Foto: reprodução

Senadores do PP reagiram aos ataques de bolsonaristas contra Tereza Cristina (PP-MS), pressionada a abandonar sua pré-candidatura à presidência do Senado em favor de Rogério Marinho (PL-RN). Integrantes da sigla se incomodaram com banners e publicações nas redes que pedem à ex-ministra da Agricultura que “pare de atrapalhar a oposição”.

Tereza Cristina e Marinho haviam acertado que a oposição apresentaria uma candidatura única contra a tentativa de reeleição de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Eles ainda não definiram quem liderará a chapa, e o entendimento prevê que o nome considerado menos viável deixe a corrida em janeiro.

A pressão contra a senadora irritou a bancada do PP, embora não tenha provocado, até agora, uma mudança de posição dos parlamentares em benefício de Alcolumbre. Congressistas da legenda avaliam que a continuidade dos ataques poderá abrir espaço para uma negociação com o atual presidente do Senado.

O PP terá seis votos na próxima legislatura e ocupa posição decisiva na eleição da Mesa Diretora. Dois senadores do partido são apontados como votos de Alcolumbre e outros dois tendem a apoiar a oposição; os dois restantes permanecem indefinidos.

PL lança Marinho, e PP tende a boicotar ato

Tereza Cristina, Rogério Marinho e Ciro Nogueira no plenário do Senado
Tereza Cristina, Rogério Marinho e Ciro Nogueira em conversa no plenário do Senado. Foto: Reprodução

A bancada do PL marcou para esta quarta-feira (4) um ato de lançamento da candidatura de Rogério Marinho. O encontro deve reunir parlamentares do Novo e senadores de outros partidos de oposição que planejam declarar apoio ao líder oposicionista.

Senadores do PP devem boicotar o lançamento, em meio ao desconforto com a campanha para retirar Tereza Cristina da disputa. Marinho sustenta que parte de um patamar mais alto por contar com os 29 senadores eleitos pelo PL e os três do Novo.

Tereza Cristina busca ampliar apoios entre a bancada feminina e políticos de centro. Carlos Portinho (PL-RJ), líder do PL no Senado, classificou como “absolutamente legítimo” que ela concorra e afirmou que a oposição decidirá mais adiante qual nome reúne maior densidade eleitoral. “Não tenho a menor dúvida que haverá uma composição no final”, disse.

A eleição para a presidência do Senado ocorrerá em 1º de fevereiro, com voto secreto. Parte da oposição defende que os senadores mostrem as cédulas antes de depositá-las nas urnas, enquanto Alcolumbre busca consolidar apoios de MDB, PSD e PT, além da federação formada por PP e União Brasil.

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