
A Polícia Federal se manifestou, nesta segunda-feira (13), sobre a prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos, o ICE.
Em nota ao Metrópoles, a corporação declarou: “A prisão decorreu de cooperação policial internacional entre a Polícia Federal e autoridades policiais dos EUA. O preso é considerado foragido da Justiça brasileira após condenação pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado de Direito”.
Ramagem foi preso nesta segunda-feira (13) e levado para um centro de detenção por questões migratórias. Ele havia perdido o passaporte diplomático depois de ter o mandato de deputado federal cassado pelo Congresso Nacional, em dezembro de 2025.
De acordo com as informações reunidas no caso, o ex-deputado deixou o Brasil de forma clandestina em setembro de 2025. Naquele mesmo mês, o Supremo Tribunal Federal concluiu o julgamento do núcleo central da tentativa de golpe após as eleições de 2022, e Ramagem foi condenado a 16 anos de prisão.

A PF informou ainda que ele embarcou no Rio de Janeiro com destino a Boa Vista (RR) em 9 de setembro. A partir desse deslocamento, a investigação passou a considerar a saída do país por rota terrestre na região de fronteira.
Uma das hipóteses é que Ramagem tenha deixado o Brasil pela fronteira com a Venezuela ou com a Guiana, já que ambas permitem acesso por estrada a partir de Boa Vista. O trajeto em terra, nesse cenário, teria sido feito em um carro alugado.
A apuração também trabalha com a suspeita de travessia sem registro migratório, em trechos marcados por circulação constante de veículos e fiscalização reduzida. A investigação considera ainda a presença da esposa do ex-deputado em Roraima. Rebeca Teixeira Ramagem Rodrigues é procuradora concursada no estado desde 2015 e, embora atualmente esteja lotada em Brasília, mantém vínculo funcional com Roraima.