Precisamos apostar na via pacífica para o socialismo democrático. Por Afrânio Silva Jardim

Os trabalhadores. Foto de Roberto Parizotti/CUT

Publicado originalmente na fanpage de Facebook do autor

POR AFRÂNIO SILVA JARDIM, professor de Direito da UERJ

“NÃO PASSARAM E NÃO PASSARÃO” !!!
ENTÃO, VAMOS, NÓS, AVANÇANDO

Precisamos apostar na via pacífica para o socialismo. Esta via permitiria um socialismo democrático, aceito e desejado por um povo consciente e ciente desta nova ordem econômica e social.

O povo trabalhador só tem a ganhar com o socialismo. Quem perde é quem tem demais, quem lucra com a exploração do trabalho alheio.

Se a Venezuela conseguir – Allende não conseguiu, no Chile – será possível uma sociedade verdadeiramente justa com liberdade individual.

Confesso achar difícil que a classe dominante empresarial aceite perder seus privilégios sem o uso da força. A história tem demonstrado que a via pacífica chega a ser quase que utópica …

Os países que “sugam” as riquezas das nações mais pobres sempre usaram da força militar para satisfazer a sua ambição e manter os seus privilégios e a sua exploração econômica.

Por outro lado, as forças contraditórias do capitalismo ainda não se esgotaram. O socialismo sucederá o capitalismo quando ele se mostrar incapaz de atender às necessidades da população. Neste particular, o capitalismo financeiro – não produtivo – já é uma distorção de sua forma originária e já demonstra um certo aspecto patológico.

Através de suas constantes crises, o capitalismo vai criando o germe de sua extinção, ou seja, uma classe social oprimida mais consciente e revoltada. Tudo é uma questão de tempo.

Entretanto, cabe às classes sociais menos favorecidas apressar esta conscientização, mostrar que a “luta de classes” (classes com interesses opostos) é uma realidade e tem sido o “motor” da história.

A Venezuela está tentando implementar a via pacífica para o socialismo, criando rupturas com o modelo atual de sociedade burguesa. Toda ruptura importa em sacrifícios e em vários traumas sociais.

Entretanto, tais danos econômicos e sociais sempre serão bem menores dos que podem resultar de um processo revolucionário, com violência política.

Vale a pena apostar na paz e preservar as preciosas vidas humanas.

Eu apoio de forma entusiasta a revolução pacífica da Venezuela. Queremos justiça social, queremos vida digna para todos.

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