Precisamos aprender a fazer passeatas com a juventude argentina. Por Afrânio Silva Jardim

Impressionante !!! Emocionante !!!

Vale a pena repetir a mensagem que coloquei nesta página na semana passada sobre o caráter “burocrático” de nossos atos públicos:

Mais uma vez insisto: os nossos comícios e passeatas estão se tornando enfadonhos e dispersivos.

Acho pouco produtiva esta interminável sequência de “falações” sobre os carros de som. Apenas alguns poucos oradores mais inflamados conseguem chamar a atenção do público. A maioria se limita a repetir “chavões e bravatas”, dizendo o que todo mundo que está ali já sabe.

Neste momento, esta não é a forma mais eficaz para despertar consciência. Precisamos “ganhar” as pessoas pela emoção e com envolvimento de todos ali presentes.

Desta forma, sugiro que os organizadores destes eventos toquem músicas políticas ou de protesto, já conhecidas pelo público para que todos possam cantá-las, sejam nacionais, sejam músicas estrangeiras. Podem fazer novas paródias, colocando novas letras em músicas amplamente conhecidas, acompanhadas de palavras de ordem.

Acho importante que haja dois locutores(as) se revezando, com carisma e com boa voz e dicção. Eles devem prestigiar e ressaltar os “agitos” que estejam ocorrendo em volta do caminhão do som. Os estudantes formam rodas com componentes de suas escolas e universidades, onde dançam e cantam temas já combinados. Precisamos repercutir tais atividades.

Por outro lado, não julgo producente tocar músicas desconhecidas do grande público, pois aumenta a dispersão e a falta de atenção e interesse dos presentes.

Ficar muito tempo parado desmotiva a galera. A movimentação, a passeata, ainda que em volta da mesma praça, estimula o público, que passa a cantar e gritar palavras de ordem e fazer coreografias que a todos estimulam.

Vejam no Youtube como os argentinos atuam nestes eventos públicos e populares. Emocionante”

VER TAMBÉM: https://www.youtube.com/watch?v=Jkqr26WDLFI

https://www.youtube.com/watch?v=UxFuA3R6RmU

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Afranio Silva Jardim, professor de Direito da Uerj.

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