Precisamos entender o fenômeno Ana Paula. Por Moisés Mendes

Atualizado em 23 de abril de 2026 às 6:49
Ana Paula Renault, vencedora do BBB 26. Foto: reprodução

A vitória de Ana Paula Renault no Big Brother merece uma boa reflexão. Jornalista, assumidamente de esquerda, antifascista, com um perfil que não fecha com a imagem predominante das figuras públicas brasileiras hoje, a mineira teve 75,94% dos votos.

As ciências sociais, que andam atrapalhadas com o mundo do século 21, poderiam se dedicar a esse fenômeno, mas sem conclusões apressadas.

O que faz uma mulher destemida (e chamada de forma também depreciativa de ‘veterana’) ter tanta aceitação num contexto nacional de ultraconservadorismo, mentira, ódio e preconceito?

O Big Brother é considerado, de forma preconceituosa, o programa da audiência da alienação. Mas como pessoas alienadas votam numa mulher assumidamente de esquerda?

Não fecha. Como o progressismo da jornalista afrontou e sobreviveu a um ambiente conservador e a um público também reacionário? O caso de Ana Paula é único como fenômeno pop e político no Brasil.

MACHOS

Eu achava que o ator Juliano Cazarré fosse paulista, pelo seu jeitão de Sorocaba. Mas é gaúcho de Pelotas.

Cazarré vai organizar o maior evento de homens héteros do Brasil, em julho em São Paulo.

Um paulista não iria superar um gaúcho e ter essa ideia redentora do macho autêntico, forte e destemido.

Defendo que todos os participantes cheguem montados a cavalo, com bombacha verde e camiseta amarela. Mais um modelo a toda Terra.

O ator bolsonarista Juliano Cazarré. Foto: reprodução

ATÉ TU, GASPARI?

Elio Gaspari se joga de cabeça na campanha da extrema direita para atacar Haddad e defender Tarcísio.

Segundo Gaspari, o ministro é o culpado pela disseminação das bets.

Largaram Lulinha. Haddad é o novo alvo.

Moisés Mendes
Moisés Mendes é jornalista em Porto Alegre, autor de “Todos querem ser Mujica” (Editora Diadorim) - https://www.blogdomoisesmendes.com.br/