Prefeito do MA ameaça cortes após derrota de Flávio Bolsonaro, sobretudo na saúde

Atualizado em 5 de novembro de 2026 às 21:06
Fernando Bermuda
Fernando Bermuda, prefeito de Campestre do Maranhão (MA). Foto: Reprodução

O prefeito de Campestre do Maranhão, Fernando Bermuda (Republicanos), ameaçou reduzir serviços públicos após a derrota de Flávio Bolsonaro (PL). Ele atribuiu a quem votou em outros candidatos a responsabilidade por eventuais faltas de médicos e remédios.

Bermuda fez as declarações em vídeo divulgado em grupos da cidade. Ao mencionar possíveis problemas no hospital e nas ruas, dirigiu-se a esses eleitores e afirmou que “foi o seu voto que contribuiu para isso”.

O prefeito disse que o município deixou de receber investimentos de deputados aliados e apontou a saúde como a área mais exposta. Também afirmou que não teria condições de promover shows.

Bermuda disse que, ao assumir em 2021, encontrou atendimento de saúde duas vezes por semana. Segundo ele, o serviço passou a funcionar 24 horas e a cidade passou a contar com oito ambulâncias. Na avaliação do prefeito, os repasses atuais não cobrem essa estrutura.

Em nota ao Metrópoles, a prefeitura afirmou que pretende manter o atendimento especializado. A gestão informou que estuda reorganizar consultas, procedimentos e especialidades diante da disponibilidade de recursos e da incerteza sobre o orçamento de 2027.

Entre os candidatos apoiados por Bermuda, Pedro Lucas Fernandes (União Brasil) foi reeleito deputado federal pelo Maranhão. Outro aliado do prefeito, Paulo Casé Fernandes, conquistou uma vaga na Assembleia Legislativa.

Antes do segundo turno, Bermuda já havia ameaçado demitir servidores que não votassem em Flávio Bolsonaro. A ameaça, revelada em agosto, levou o PSB, seu partido à época, a anunciar sua expulsão.

A prefeitura diz que os repasses federais para serviços de média e alta complexidade são insuficientes e que depende de emendas parlamentares para complementar o custeio. A proposta em estudo é priorizar os atendimentos essenciais para garantir a continuidade da assistência até o fim de 2026.

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