
O prefeito de Pariquera-Açu, em São Paulo, Wagner Bento da Costa (PL), foi denunciado ao Ministério Público estadual por suspeita de transfobia contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL). Segundo o g1, a representação questiona uma publicação em que ele teria usado o “nome morto” da parlamentar, utilizado antes da transição de gênero.
O Ministério Público confirmou ao g1 que a Promotoria de Justiça de Pariquera-Açu recebeu a notícia de fato e, após análise, encaminhou a representação à delegacia para apuração. Em nota ao portal, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que o expediente foi recebido pela unidade local e será remetido à Delegacia Seccional de Jacupiranga para as providências cabíveis.
A denúncia foi apresentada pelo estudante e ativista político Augusto Tognetti Melo Lima Araujo. Ele relata que, na quarta-feira (21), o prefeito republicou nos stories um vídeo de Erika gravado em abril de 2024 e usou intencionalmente o nome anterior da deputada ao pedir que ela se acalmasse.

Na gravação de 2024, Erika defendia a expressão “mulheres, meninas e pessoas que gestam” durante uma discussão na Câmara. O debate tratava de uma moção de apoio a uma resolução do Conselho Federal de Medicina relacionada ao acesso ao aborto legal em casos de estupro após a 22ª semana de gestação.
Ao ser interrompida por uma parlamentar que contestava a expressão, Erika respondeu: “Estes são os termos que eu uso”. A deputada acrescentou que, além de mulheres cisgênero, há outros corpos que podem gestar. O termo inclui, por exemplo, homens trans e pessoas não binárias que tenham útero e possam engravidar.