Presidente da Coreia do Sul compartilha vídeo de tortura de palestinos por Israel

Atualizado em 11 de abril de 2026 às 21:41
Lee Jae Myung, presidente da Coréia do Sul

O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, compartilhou um vídeo mostrando a violência cometida por soldados israelenses contra palestinos.

“Eu preciso investigar se isso é verdadeiro, e em caso afirmativo, que medidas foram tomadas”, escreveu o presidente sul-coreano em um post no X na sexta (10).

O vídeo chocante mostra soldados israelenses empurrando um homem aparentemente sem vida de um telhado na cidade de Qabatiya, na Cisjordânia ocupada, em setembro de 2024. Um dos soldados parece dar um chute no corpo antes que ele caia.

Naquele dia, três palestinos foram jogados do telhado. O Ministério das Relações Exteriores palestino classificou o incidente como um “crime” que expõe a “brutalidade” do exército israelense. De acordo com o direito internacional, as forças armadas devem tratar os mortos com dignidade.

O Ministério das Relações Exteriores de Israel respondeu afirmando que o caso foi “investigado e tratado”, o que é provavelmente mentira. Israel arquivou 88% das investigações sobre abusos cometidos por suas forças em Gaza e na Cisjordânia ocupada.

O compartilhamento do vídeo por Lee provocou uma disputa pública com o Ministério das Relações Exteriores de Israel.

“O presidente Lee Jae Myung, por alguma razão estranha, escolheu ressuscitar uma história de 2024”, afirmou a pasta no sábado, acusando os que compartilharam as imagens de espalharem notícias “anti-Israel”.

O Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul tentou amenizar , afirmando que os comentários de Lee refletem um apelo mais amplo pelos “direitos humanos universais” e não uma opinião sobre questões específicas.

Lee, no entanto, dobrou a aposta. “É decepcionante que vocês não reflitam sequer uma vez sobre as críticas de pessoas ao redor do mundo que estão sofrendo e lutando devido às ações implacáveis contra os direitos humanos e contra a lei internacional”, disse ele.

“Quando eu sinto dor, os outros sentem essa dor igualmente.”

Antônio Beznos Nogueira
Antônio tem 21 anos, é repórter, editor de vídeo, estuda Rádio, TV e Internet e toca bateria nas noites paulistanas.