
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou nesta segunda (12) que não há qualquer negociação em curso com os Estados Unidos. A declaração veio após Donald Trump sugerir, no domingo (11), que Washington estaria “conversando” com o país, sem detalhar o conteúdo ou o alcance dessas supostas tratativas.
Segundo o governo cubano, os únicos contatos existentes se limitam a questões técnicas na área migratória. Trump disse a jornalistas que os EUA estariam dialogando com Havana e afirmou que os profissionais “descobrirão muito em breve” o que estava sendo tratado.
A fala gerou reação do governo cubano, que negou qualquer negociação política ou econômica em andamento e reforçou que não há mudança na relação bilateral. Díaz-Canel afirmou que qualquer avanço entre os dois países dependeria de outro tipo de postura por parte de Washington.
“Como a história demonstra, para que as relações entre os EUA e Cuba avancem, elas devem ser baseadas no direito internacional em vez de hostilidade, ameaças e coerção econômica”, declarou o líder cubano.

A tensão aumentou após Trump anunciar que Cuba deixará de ter acesso ao petróleo e a investimentos oriundos da Venezuela. Em publicação na rede Truth Social, o presidente americano escreveu que Cuba viveu por anos com “petróleo e dinheiro da Venezuela” e que isso teria acabado.
“Não haverá mais petróleo ou dinheiro indo para Cuba – zero! Eu sugiro fortemente que eles façam um acordo, antes que seja tarde demais”, prosseguiu.
Em resposta, Díaz-Canel reagiu nas redes sociais, dizendo que os Estados Unidos “não têm moral de apontar o dedo a Cuba para nada, absolutamente nada”, e acusou Washington de transformar “tudo em negócio, inclusive vidas humanas”.