Presidente do BNDES mentiu na Justiça e promoveu “verdadeira balbúrdia” em prédio em que morava, diz condomínio

O engenheiro Gustavo Montezano, recém nomeado presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), mentiu à Justiça em um processo por danos materiais e morais em que foi condenado, e promoveu “verdadeira balbúrdia” em frente ao condomínio onde morava, na cobertura, na madrugada do dia 4 de outubro de 2015. É o que afirmaram em processo judicial os representantes do condomínio Noble Tower, no Itaim, bairro nobre de São Paulo, que acabou ressarcido por Montezano.

Ele foi condenado a pagar indenização por danos materiais e morais ao condomínio por ter arrombado os portões do mesmo em outubro de 2015, conforme noticiou o jornal Folha de S.Paulo na última terça-feira (18).

Trecho do processo em que são narrados os fatos pelos quais o presidente do BNDES foi condenado a pagar indenização de R$ 15 mil por danos morais e materiais

Na sequência de sua exposição dos fatos, o condomínio relata que, duas horas antes de Montezano chegar ao prédio onde morava, foram entregues bebidas, que seriam consumidas durante a festa:

Fato é que, na madrugada do dia 03 para o dia 04 de outubro, por volta de meia noite, uma zafira abarrotada de bebidas chegou ao edifício para entrega das bebidas no apartamento 181. Como já passava da meia noite, o porteiro informou o zelador, que por sua vez informou às pessoas que queriam efetuar a entrega das bebidas, que a mesma não serianpossível, inclusive porque não havia ninguém na unidade.

Os fatos narrados acima não foram contestados pelo novo presidente do BNDES, o que levou os representantes do condomínio a concluir que Montezano teria mentido aos funcionários e, depois, à Justiça:

Montezano disse que não mentiu. Alegou que o fato de ter tentado receber grandes quantidades de bebidas durante a madrugada não poderia servir de prova que daria ali uma “grande festa”, que tudo se tratava de apenas “uma reunião” com 30 pessoas.

De qualquer forma, fato é que ambas as partes admitiram na Justiça que o evento na cobertura de Montezano – seja uma reunião ou uma festa – se estendeu até a manhã do dia seguinte. Também é fato inconteste que Montezano arrombou dois portões de seu condomínio, com a ajuda de seus convidados, para seguir festejando. E, segundo a Folha de S.Paulo noticiou na última terça-feira, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) era um desses convidados.

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