Pressionado sobre saúde, Trump culpa aspirina e admite maquiagem por hematomas nas mãos

Atualizado em 1 de janeiro de 2026 às 23:15
Trump com hematoma na mão. Foto: Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagiu a questionamentos sobre sua saúde em uma entrevista ao The Wall Street Journal publicada em 1º de janeiro de 2026. Aos 79 anos — o presidente mais velho a tomar posse na história do país —, Trump tentou conter especulações sobre sinais de envelhecimento que vêm sendo observados ao longo de seu segundo mandato.

Na entrevista, Trump afirmou que os hematomas visíveis em suas mãos, que têm chamado atenção em aparições públicas recentes, são consequência do uso diário de aspirina em dose maior do que a recomendada por seus médicos.

Segundo ele, a decisão estaria ligada a uma crença pessoal. “Eles dizem que a aspirina ajuda a afinar o sangue, e eu não quero sangue grosso passando pelo meu coração”, declarou.

Hematoma na mão de Trump. Reprodução

O WSJ relatou que assessores próximos notaram que a pele do presidente está mais sensível. Um dos episódios citados ocorreu durante a Convenção Nacional Republicana de 2024, quando a então procuradora-geral Pam Bondi teria provocado um pequeno corte na mão de Trump ao cumprimentá-lo com um anel.

O próprio presidente confirmou o episódio e disse que situações semelhantes se repetiram. Trump afirmou ainda que passou a usar maquiagem nas mãos para disfarçar marcas quando se machuca novamente.

A Casa Branca já havia atribuído anteriormente os hematomas ao hábito frequente de apertar mãos. Em julho de 2025, o médico da presidência, Sean Barbarella, afirmou que as marcas eram compatíveis com “irritação leve de tecidos moles” associada ao uso de aspirina e ao contato constante em compromissos públicos.

Durante a entrevista, Trump também rebateu comentários sobre possíveis episódios de sonolência em reuniões e negou que tenha adormecido em encontros oficiais. Disse que costuma apenas fechar os olhos por alguns instantes, o que classificou como algo “relaxante”. Sobre rumores de perda auditiva, ironizou o repórter, mas admitiu que pode ter dificuldade para ouvir quando muitas pessoas falam ao mesmo tempo.

Trump dormindo em evento oficial. Foto: Reprodução

Trump comentou ainda questões relacionadas à sua saúde recente. Em julho, foi diagnosticado com insuficiência venosa crônica, condição comum em pessoas acima dos 70 anos, que provoca inchaço nas pernas. Ele afirmou que chegou a usar meias de compressão, mas abandonou o tratamento por não se sentir confortável.

Também disse que se arrependeu de ter realizado, em outubro de 2025, um exame de imagem no hospital Walter Reed, pois, segundo ele, o procedimento alimentou especulações desnecessárias. O exame, de acordo com o médico presidencial, não apontou anormalidades.

Trump mantém hábitos pouco alinhados a recomendações médicas, como uma dieta rica em fast food e a ausência de exercícios físicos regulares, com exceção do golfe. Ainda assim, o presidente afirmou não estar preocupado com sua condição física. “Minha saúde é perfeita”, declarou, atribuindo sua disposição à genética familiar. O pai de Trump morreu aos 93 anos, e sua mãe, aos 88.