
A princesa herdeira da Noruega, Mette-Marit, afirmou que “lamenta profundamente” sua amizade com Jeffrey Epstein, após a divulgação de novos documentos que voltaram a expor a relação com o criminoso sexual norte-americano. Em comunicado divulgado nesta sexta-feira (6) pelo palácio real, ela reconheceu o impacto do caso sobre a monarquia e disse estar arrependida da situação criada para a Coroa.
Casada desde 2001 com o príncipe herdeiro Haakon, Mette-Marit teve o nome citado em arquivos tornados públicos há uma semana pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, o que reacendeu questionamentos sobre seu futuro como rainha.
No texto oficial, a princesa declarou: “Lamento profundamente minha amizade com Jeffrey Epstein. É importante para mim pedir desculpas a todos aqueles que decepcionei (…) Também lamento a situação em que coloquei a família real, especialmente o Rei e a Rainha”.
E-mails e cobrança por explicações
O primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Støre, pediu esclarecimentos sobre o teor dos numerosos e-mails trocados entre a princesa e Epstein, condenado em 2008 e que se suicidou na prisão em 2019. As mensagens revelam um grau elevado de proximidade.
Em uma troca de 2012, quando Epstein disse estar em Paris “procurando esposa”, Mette-Marit respondeu que a cidade era “boa para o adultério, mas que as escandinavas (são) melhores esposas”.

Em nota, o palácio real informou que “a princesa deseja falar sobre o que ocorreu e dar explicações detalhadas”, mas ponderou que “no momento, não está em condições de fazê-lo”, acrescentando que Mette-Marit “se encontra em uma situação muito difícil”.
No domingo anterior, ela já havia manifestado pesar pelos contatos mantidos com Epstein e admitido não ter verificado seus antecedentes.
Crise pessoal e familiar
A revelação dos e-mails ocorre em meio a um período conturbado para a princesa. Seu filho, Marius Borg Høiby, de um relacionamento anterior ao casamento com Haakon, está sendo julgado desde terça-feira por 38 acusações, incluindo quatro estupros e episódios de violência contra ex-parceiras.
Além disso, Mette-Marit, de 52 anos, enfrenta uma forma rara e incurável de fibrose pulmonar, condição que pode levá-la à necessidade de um transplante.
