
Usuários do Google Maps e do aplicativo de transporte Uber se depararam, desde a última segunda-feira (5), com a indicação de um local inexistente no mapa de Brasília associado à sede da Polícia Federal. Ao buscar o endereço da PF na capital federal, passou a aparecer, nas proximidades, a denominação “Recanto do Broxa Soluçante”, expressão de caráter pejorativo associada ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está preso desde novembro na Superintendência da Polícia Federal.
O nome fictício foi inserido por usuários da plataforma do Google e acabou sendo replicado automaticamente em aplicativos que utilizam o Google Maps como base de navegação, como a Uber.
O suposto “Recanto do Broxa Soluçante” aparece classificado como um “albergue”, embora não exista fisicamente. Além disso, o ponto indicado no mapa fica a cerca de sete quilômetros do local onde Bolsonaro está detido.

Enquanto a sede administrativa da Polícia Federal está localizada na Asa Norte, a Superintendência da PF, onde o ex-presidente cumpre pena, fica na Asa Sul de Brasília.
Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e está custodiado em dependências da Polícia Federal. A criação e disseminação do endereço fictício chamou atenção pelo teor ofensivo e pela facilidade com que alterações feitas no Google Maps são reproduzidas em outros serviços digitais.

Bolsonaro irritado com ar-condicionado
Na última sexta-feira (2), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou esclarecimentos à Polícia Federal após a defesa de Bolsonaro reclamar do barulho do ar-condicionado na sala onde ele está preso. Os advogados alegaram que o ruído excessivo estaria prejudicando o repouso e afetando a saúde do ex-presidente.
Moraes deu um prazo de cinco dias para que a Polícia Federal se manifeste sobre a queixa. Na petição, a defesa classificou a situação como uma “perturbação à saúde e integridade do preso”
, afirmando que o som constante do equipamento cria um ambiente incompatível com o descanso necessário para preservar condições físicas e psicológicas adequadas.
Segundo os advogados, o ruído contínuo comprometeria o bem-estar de Bolsonaro, que está em prisão preventiva na Superintendência da PF em Brasília. A defesa pediu que o ministro determinasse providências técnicas, como a mudança do local do aparelho de ar-condicionado ou a instalação de isolamento acústico na cela, a fim de garantir condições mínimas de repouso.