Quem é a aliada de Michelle que virou pivô da crise com Flávio Bolsonaro no PL

Atualizado em 26 de junho de 2026 às 11:27
Priscila Costa e Michelle Bolsonaro
Priscila Costa e Michelle Bolsonaro lado a lado. Foto: Reprodução.

A deputada federal Priscila Costa (PL-CE) virou o centro da disputa pública entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, por causa da definição do palanque do PL no Ceará para 2026.

Chamada de “mulher honrada e fiel defensora da vida e das pautas conservadoras” por Michele, Priscila se tornou a vereadora mais votada de Fortaleza em 2024, com 36.226 votos. Jornalista e pastora, ela afirma nas redes sociais atuar em defesa da família, da liberdade e dos valores cristãos.

A parlamentar assumiu uma vaga na Câmara dos Deputados no mês passado após a perda do mandato da deputada Dayany Bittencourt (União-CE). Ela já havia exercido o mandato por quatro meses em 2023, durante a licença de um parlamentar.

À época, ela participou de uma série de discussões com outros parlamentares em meio ao julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a ADPF 442, que prevê a descriminalização do aborto até 12 semanas de gestação.

Priscila chegou a ser designada como relatora do Estatuto do Nascituro, mas a deputada federal Samia Bomfim (PSOL-SP) assumiu o posto após o fim de sua passagem pela Câmara na ocasião.

Michelle publicou um vídeo nas redes sociais na última quarta (24) e afirmou que Flávio a tratou mal ao telefone após ela defender a pré-candidatura de Priscila ao Senado. A ex-primeira-dama comanda o PL Mulher nacional, enquanto Priscila preside o PL Mulher no Ceará e ocupa a vice-presidência nacional da ala feminina do partido.

A divergência envolve a vaga ao Senado no Ceará. Michelle apoia Priscila, enquanto Flávio defende o deputado estadual Alcides Fernandes (PL), nome também endossado pelo diretório regional. Alcides é pai de André Fernandes, presidente estadual do PL, e o grupo local quer lançá-lo na chapa de Ciro Gomes (PSDB).

Michelle disse que pediu ao PL apenas três candidaturas femininas ao Senado, embora calcule que o partido poderia lançar 17 mulheres se aplicasse a regra de 30% sobre as 54 vagas em disputa. “Eu pedi apenas três. Priscila Costa, Carol de Toni e Bia Kicis. Três vagas de 17 que poderíamos ter e tem sido uma batalha diária para manter essas três”, afirmou.

No vídeo, Michelle afirmou que Priscila teve o aval do ex-presidente Jair Bolsonaro e do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e que ela ajudou André Fernandes na eleição para a Prefeitura de Fortaleza em 2024.

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