PSOL não pode cair na arapuca do RenovaBR. Por Luís Felipe Miguel

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POR LUIS FELIPE MIGUEL

Não sou filiado ao PSOL, logo não tenho – concretamente – lugar de fala nas polêmicas do partido. Minha posição é a do clássico peru-de-fora, aquele que não deveria ser manifestar.

Também não conheço os detalhes da controvérsia. Mas, como regra geral, acho que partidos de esquerda não combinam com essas iniciativas de captura empresarial da política, das quais o RenovaBR é o melhor exemplo.

Não se trata de algo “neutro” (como se isso fosse possível), uma desinteressada contribuição de bons burgueses para elevar a qualidade da política brasileira e dar oportunidades a jovens talentos vindos da periferia.

Já há vários estudos e também boas reportagens sobre esses espaços. São escolinhas de doutrinação, cujo segredo é exatamente passar a visão neoliberal-tecnocrática como sendo a neutra e a honesta. E são uma tentativa gritante de burlar a regra, finalmente adotada no Brasil em 2016, que proíbe que empresas financiem campanhas.

Não conheço, repito, os detalhes da controvérsia atual. Mas um partido que leve a sério o “socialismo ” que tem no nome precisa marcar sua distância e seu repúdio a essas arapucas.

O veto dos partidos de esquerda será importante inclusive para desnudar o viés claramente à direita do RenovaBR e quetais.

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