
A federação do PT acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o deputado federal eleito Thiago Medina (PL-PE) por um vídeo em que ele insinuou que o empresário Daniel Vorcaro teria feito pagamentos “por fora” ao Instituto Lula. A sigla sustenta que a publicação divulgou acusações graves sem comprovação contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com informações de O Globo.
O partido pediu a remoção da gravação das redes sociais e a concessão de direito de resposta. A representação também classifica o conteúdo como propaganda irregular.
O PT quer que Medina fique proibido de divulgar conteúdos semelhantes. Para a federação, as ilações do parlamentar ultrapassaram os limites da liberdade de expressão.
A ação afirma que o deputado eleito apresentou as acusações como fatos verdadeiros, com o objetivo de prejudicar Lula e favorecer Flávio Bolsonaro.
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Medina publicou o vídeo no Instagram em 9 de outubro. Na gravação, sugeriu que Vorcaro teria repassado recursos de forma irregular ao Instituto Lula.
O deputado eleito também associou os supostos pagamentos ao financiamento de uma produção cinematográfica sobre Lula e alegou que haveria favorecimentos em negócios com o governo federal.
No mesmo vídeo, Medina comparou o caso ao financiamento do Dark Horse e defendeu que os recursos destinados à cinebiografia de Jair Bolsonaro teriam sido recebidos legalmente. Ele ainda disse que Lula deveria ser preso e anunciou a intenção de protocolar um pedido de impeachment contra o presidente.
A representação contesta as alegações e aponta que a Polícia Federal informou que Vorcaro não prestou o depoimento atribuído a ele nem entregou documentos, anexos ou gravações com esse conteúdo.
A Procuradoria-Geral da República declarou que eventuais tratativas para uma delação ocorreram por intermédio de advogados, sem depoimento oral ou interlocução direta de Vorcaro com integrantes do Ministério Público Federal.