
A escolha de uma tesoura como símbolo da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro provocou reação imediata no PT. O presidente nacional do partido, Edinho Silva, afirmou que o gesto não impressiona e ironizou o discurso de corte de gastos adotado pelo senador. As informações são da Folha de S. Paulo.
“Tem que começar usando a tesoura com a família dele”, disse Edinho. Em seguida, citou diretamente o deputado federal Eduardo Bolsonaro. “O Eduardo Bolsonaro passou meses nos Estados Unidos recebendo sem trabalhar, por exemplo”, afirmou o dirigente petista.
A tesoura escolhida por Flávio Bolsonaro é uma referência à promessa de reduzir despesas e privilégios no setor público. A estratégia busca dialogar com o símbolo da motosserra usada por Javier Milei durante a campanha que o levou à Presidência da Argentina.

Nos bastidores do PT, porém, a avaliação é de que a comparação não se sustenta no Brasil. A leitura interna do partido é que Milei se apresentou como um nome fora da política tradicional, enquanto Flávio Bolsonaro e outros integrantes de sua família acumulam mandatos eletivos e longa exposição na vida pública.
Esse histórico, segundo dirigentes petistas, dificulta a adesão do eleitorado a um discurso de ruptura. Para o partido, a simbologia da tesoura esbarra na trajetória recente da família Bolsonaro no comando do governo federal.
Edinho Silva reforçou a crítica ao mencionar gastos da gestão de Jair Bolsonaro. “Esse discurso não cola, basta ver o quanto gastaram na Presidência, a conta dos cartões corporativos, por exemplo”, declarou.
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