
Neste sábado (21), integrantes do Partido dos Trabalhadores (PT) passaram a adotar uma nova estratégia para pressionar o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) a definir se disputará o governo de Minas Gerais. A movimentação ocorre após aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificarem a cobrança por uma decisão do parlamentar.
Nos bastidores, petistas começaram a afirmar de forma mais direta que o ex-presidente do Senado poderá concorrer ao Palácio Tiradentes com apoio formal da legenda. A sinalização é vista como tentativa de acelerar o posicionamento de Pacheco sobre a corrida eleitoral no estado. As informações são de Milena Teixeira do Metrópoles.
O nome do senador é tratado como prioridade pelo Palácio do Planalto para a sucessão em Minas. De acordo com interlocutores, a avaliação é que ele reúne condições de consolidar uma candidatura competitiva em um dos maiores colégios eleitorais do país.

Nos planos do presidente Lula, a definição já deveria ter ocorrido no fim do ano passado. A demora tem provocado incômodo entre aliados, que consideram essencial iniciar a articulação política o quanto antes.
Reservadamente, integrantes do partido admitem que a oferta explícita de apoio representa a última tentativa para convencer o senador a entrar na disputa. A estratégia busca reduzir as incertezas e organizar o cenário local.
Minas Gerais é apontado como estado estratégico para o projeto de reeleição do presidente. Um palanque forte no território mineiro é considerado decisivo para ampliar alianças e consolidar votos em outubro.
Diante desse cenário, o PT corre contra o tempo para estruturar uma candidatura viável que fortaleça a campanha presidencial. A definição de Pacheco é vista como peça central nesse planejamento.