Publicidade em mídia social vai passar a dos jornais já em 2020. Por José Eduardo Mendonça

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Não é necessário ser um grande observador para notar que jornais impressos encolheram e emagreceram na última década. Parte disso se deve à mudança na dinâmica da publicidade paga. A chegada e ascensão da internet abriu um número quase ilimitado de oportunidades para anunciantes gastarem suas verbas.

O crescimento da mídia social acrescentou ao cenário a oportunidade de marcas e produtos alcançarem consumidores específicos de maneira que seria imaginável até pouco tempo atrás.

Sua extensão e alcance foram tão rápidos que deve alcançar U$ 50 bilhões em publicidade em 2019 e ultrapassar a dos jornais no ano seguinte.

Os dados, da agência de publicidade Zenith Optimedia, indicam que a razões do crescimento são simples: plataformas sociais como Facebook e Twitter podem colocar anúncios diretamente nos feeds e informação das pessoas. Isto tem respostas mais fortes do que banners e pop-ups, que são facilmente ignorados e com frequência nem são clicados.

A estimativa da agência é que o gasto total com publicidade irá crescer 4.4% em 2017 com relação a este ano. E que verbas de anúncio em mídia social serão 20% de toda a internet em três anos, informa o Mercury News.

Como conseguir 53 milhões de assinantes de banda larga em 90 dias

A empresa indiana de telecomunicações Reliance Jio Infocomm anunciou esta semana ter conseguido 53 milhões de novos assinantes para seu serviço de banda larga móvel em 83 dias, deste seu lançamento em setembro. A rede é a primeira no país a utilizar o padrão 4G LTE, mais rápido.

O segredo? Chamadas de voz grátis e um preço muito baixo para dados. O assinante paga menos de um dólar por 1 gigabyte de dado e começa seu plano mensal por cerca de sete reais mensais.

O alvo da Jio não é a classe média urbana, mas milhões de pessoas de renda mais baixa que irão acessar a internet pela primeira vez com um smartphone. O  eMarketer estima que a penetração de smartphones na índia chegará a 17.7% em 2016. Há muito espaço para crescimento nos próximos anos.

A estratégia da companhia é um desafio para as três grandes operadoras da Índia – Bharti Airtel, Vodafone India e Idea Cellular, que têm em torno de 622 milhões de assinantes no total. Mas isso pode não ser o suficiente para manter suas bases, dada a disposição da Reliance Industries, do mesmo grupo da Jio, de investir alto para aumentar sua parcela de mercado.

A promessa de dados baratos e em todo lugar para usuários de smartphones tem o potencial de fazer com que a Índia entre em uma nova fase de desenvolvimento digital. O país atualmente sofre com uma cobertura precária, conexões ruins e inconsistência em velocidade de dados, com os consumidores presos a redes 2G e 3G. E até a chagada da  Jio, o custo da banda larga móvel era proibitivo para a maioria dos consumidores.

Com acesso a G4, consumidores em grande parte dos mercados responderam com uma marcante elevação em seus hábitos de consumo de dados. Este impacto também deverá acontecer na Índia. Ótimo para a Jio, que tem em seu pacote de serviços apps como JioTV e JioCinema. E não é uma estratégia de prazo, e sim conteúdo para fomentar a demanda de vídeo como modo de desenvolvimento de um mercado publicitário no longo prazo.

Mídia chinesa diz que Trump governa pelo Twitter

O presidente eleito ainda nem foi empossado, e conseguiu criar tensões nas relações entre Washington e Beijing.

“A China nos perguntou se tudo bem desvalorizar sua moeda e plantar um enorme complexo militar no meio do Mar da China?” perguntou Trump em seu Twitter no domingo passado. “”Eu acho que não!”.

No dia seguinte, o porta-voz do ministério do exterior chinês, Lu Kang, respondeu que as relações entre os dois países são de “benefício mútuo” e que deveriam “continuar a trabalhar juntos”.

Boa diplomacia, mas de acordo com a NBC News, a resposta na internet chinesa não foi tão elegante.

O Global Times, jornal chinês, disse que ” as observações irrefletidas de Trump contra uma grande potência mostram sua falta de experiência em diplomacia”.

No equivalente chinês do Twitter, um usuário escreveu: “O único jeito de a Casa Branca ter um dia de paz é cancelar a conta de Trump no Twitter”. Segundo outro, ele está “governando o país pelo Twitter”, relata The Hill.

Plataformas sociais querem brecar recrutamento de terroristas na web

Um  número cada vez maior de pessoas está sendo recrutado por grupos terroristas em plataformas de mídia social. Agora, Facebook, YouTube, Microsoft e Twitter anunciam novos esforços para conter a distribuição de conteúdo usado para propagar o extremismo.

“Esperamos que esta  colaboração leve a uma maior eficiência enquanto continuamos a reforçar nossas políticas de diminuir a pressão crescente do conteúdo terrorista online”, disseram as companhias em comunicado conjunto.

Em outubro, o ministro da justiça alemão, Heiko Maas, ameaçou os operadoras de mídia social com ações legais se elas não conseguirem remover discurso de ódio, dizendo que seus esforços têm sido “lentos demais”.

Mas a quantidade de conteúdo online e as preocupações legítimas com a liberdade de expressão impedem que estes esforços sejam mais eficazes,  diz a Deutsche Welle.

“Desde meados de 2015 removemos mais de 360 mil contas por violarem a política da empresa em relação a ameaças violentas e a promoção do terrorismo”, disse Sinead McSweeney, vice presidente de políticas públicas da empresa.

 

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