Diretor da Quaest vê em brancos e nulos a principal chance de virada de Lula

Atualizado em 22 de outubro de 2026 às 23:49
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O diretor da Quaest, Felipe Nunes. Foto: Divulgação/Jardiel Carvalho

O diretor da Quaest, Felipe Nunes, vê na conversão de votos brancos e nulos a principal possibilidade de virada de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL). Em artigo publicado em O Globo, o pesquisador considera improvável que uma redução da abstenção, sozinha, seja suficiente para mudar o resultado.

O pesquisador dividiu os movimentos da reta final em três frentes: a troca de votos entre os finalistas, a escolha dos eleitores de candidatos eliminados e a mobilização de quem não deu voto válido na primeira etapa.

Na avaliação de Nunes, a migração direta entre Lula e Flávio Bolsonaro é limitada pela fidelidade das duas bases. Já a transferência de votos de candidatos eliminados favorece o senador do PL, segundo sua análise.

Lula Flávio Bolsonaro
O presidente Lula (PT) e o candidato a presidência Flávio Bolsonaro (PL). Foto: Jean Carniel/Reuters

Nunes identifica um perfil mais próximo ao de Lula entre os eleitores que se abstiveram ou anularam o voto no primeiro turno.

Nunes citou a eleição de 2014, quando a abstenção aumentou entre os turnos, mas a queda dos votos brancos e nulos ampliou o total de votos válidos. Para o pesquisador, a conversão desses votos ajudou Dilma Rousseff (PT) a superar Aécio Neves (PSDB) e pode ampliar as chances de Lula neste ano.

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