Quaest: Flávio Bolsonaro tem 42% e Lula, 40% no 2º turno e aprovação do governo cai

Atualizado em 15 de abril de 2026 às 8:54
Lula e Flávio Bolsonaro

De acordo com a nova pesquisa Genial/Quaest, a aprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) continua a cair, enquanto a desaprovação aumentou, demonstrando uma tendência negativa na percepção do eleitorado. O levantamento foi divulgado por Felipe Nunes, CEO da Quaest, e revela que, desde o início de 2026, a desaprovação do governo subiu de 49% para 52%, enquanto a aprovação passou de 47% para 43%.

Felipe Nunes comentou sobre o cenário atual, destacando que “a tendência de piora do trabalho do governo Lula ainda não foi revertida”. Ele também ressaltou que, no momento, “o ambiente não parece favorável ao governo”, uma vez que a percepção do eleitorado sobre o noticiário permanece predominantemente negativa. “Primeiro, a percepção do eleitorado é que o noticiário continua mais negativo (48%) do que positivo (23%)”, afirmou.

A pesquisa também abordou a percepção da população sobre a economia, revelando uma visão mais pessimista. “A percepção da população é que a economia está piorando (saiu de 48% para 50% quem viu piora)”, disse Nunes. Apenas 21% dos entrevistados afirmaram perceber melhorias econômicas no último ano, uma queda em relação aos 24% registrados no mês anterior.

Além disso, a pesquisa mostrou que o aumento dos preços dos alimentos tem sido um dos principais fatores para a piora na percepção econômica. “O principal motor dessa piora parece ser o preço dos alimentos nos mercados”, afirma Nunes, observando que a quantidade de pessoas que relataram aumento no preço dos alimentos subiu de 59% para 72% no último mês.

Outro dado importante é o endividamento das famílias brasileiras, que continua a afetar uma parcela significativa da população. “O endividamento das famílias continua atingindo um número muito expressivo de brasileiros”, disse o CEO da Quaest, mencionando que a porcentagem de entrevistados que relataram ter poucas ou muitas dívidas subiu de 65% para 72% desde março do ano passado.

A isenção do Imposto de Renda (IR), segundo Nunes, “não tem sido capaz de produzir efeitos significativos de melhora na renda de mais famílias brasileiras”. Desde que a medida entrou em vigor, a isenção continua afetando 31% da população.

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