Queiroga, o peso morto, foi deixado para trás em Nova York: quem vai pagar essa conta?

O ministro da Saúde e Bolsonaro em live
Queiroga em live com Bolsonaro
Marcelo Queiroga conseguiu manchar seu nome para sempre.
Capacho de Bolsonaro, desprezado pela comunidade médica e científica, protagonizou cenas inimagináveis em Nova York.
Agora, para piorar, está em quarentena por ter levado para a metrópole que sedia a Assembléia-Geral da ONU o vírus da covid.
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Num cálculo simplificado, a estadia do ministro da Saúde em Nova York tem dois tipos de prejuízo.
O primeiro é financeiro: entre diárias e hotel, sua viagem não sairá por menos de R$ 200 mil. O segundo prejuízo é de ordem funcional. Além do vexame, de que servirá o passeio do ministro aos Estados Unidos?
O ministro é o segundo caso de um infectado por coronavírus na comitiva que acompanha Bolsonaro nos EUA.

Queiroga peso morto

Queiroga esteve com o mandatário no plenário da ONU durante o discurso em que Bolsonaro mentiu e tentou vender a tese da cloroquina. Ele também encontrou Boris Johnson.

“Você vai lá no Boris?”, perguntou Luiz Eduardo Ramos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência, quando soube que iria se encontrar com o primeiro-ministro do Reino Unido. “Põe o pau na mesa. Libera lá pros brasileiros, pô”, disse, referindo às barreiras sanitárias contra brasileiros.

O Brasil está chegando a 600 mil mortos pela covid e Queiroga não gostou de ser pressionado pelo público. Em uma manifestação, alucinado, mostrou o dedo do meio para as pessoas.

Por causa de Queiroga, o trabalho presencial na Missão Brasileira na ONU foi suspenso. Apesar da Assembleia-Geral estar em plena atividade, o Brasil não terá representantes nos próximos dias.

Bolsonaro e sua comitiva embarcaram de volta e já estão no Brasil.

O mandatário deixou o peso-morto em solo americano.

Pelas leis dos EUA, Queiroga não poderá voltar antes de cumprir o período de quarentena.

Nesta manhã, ele postou um vídeo animado com a informação de que o Brasil já produzir uma nova vacina contra a covid. Logo ele que flexibilizou e ironizou o uso de máscara e negou a imunização de adolescentes, criando uma crise sem precedentes.

Queiroga já entrou para a história como um dos candidatos a pior dos piores, junto com Weintraub, Educação, e o general Pazuello, para ficar em apenas dois exemplos.