
Giovanna Reis, ex-namorada da atriz Alanis Guillen, ganhou visibilidade após a notícia de que a artista obteve uma medida protetiva contra ela com base na Lei Maria da Penha. Segundo relatos apresentados à Justiça, Alanis afirmou ter sido alvo de ameaças, perseguição, contatos insistentes e invasão de domicílio após o fim do relacionamento.
Carioca de 28 anos, Giovanna mantinha uma rotina discreta e tinha baixa exposição pública até o namoro com a atriz se tornar conhecido. Ela trabalha como produtora e gestora de projetos do festival Rock The Mountain e também atua em um estúdio de arte e design.
A relação entre as duas ganhou visibilidade justamente no Rock The Mountain. Em 2025, Alanis esteve no festival para prestigiar a então companheira e falou sobre a presença no evento. “É muito bom. Eu tô aqui também por ela. A minha namorada está produzindo o festival, então eu vim prestigiar também. Muito legal”, disse a atriz ao Gshow.
As duas teriam se conhecido por meio de amigos em comum em 2022, pouco depois do fim das gravações de “Pantanal”, novela da TV Globo em que Alanis interpretou a protagonista Juma Marruá. Durante parte do relacionamento, o casal manteve a vida pessoal longe dos holofotes. A exposição pública aumentou em 2025, quando passaram a aparecer juntas com mais frequência.
O namoro foi anunciado publicamente no Dia dos Namorados de 2025, quando Alanis publicou uma foto ao lado de Giovanna. Depois disso, as duas compartilharam momentos pontuais nas redes sociais e apareciam ligadas a círculos de amigos e interesses semelhantes, como viagens, natureza, arte, festivais e Carnaval.

O nome de Giovanna já havia repercutido antes da medida protetiva, após a circulação de prints atribuídos a ela com conteúdo racista, homofóbico, transfóbico e gordofóbico. A repercussão do caso levou ao fim do relacionamento com Alanis e também ao impedimento de Giovanna de acessar um dos camarotes mais disputados do Carnaval de Salvador.
No pedido apresentado à Justiça, Alanis relatou que passou a receber contatos insistentes da ex-namorada e que Giovanna teria aparecido diversas vezes em sua casa sem autorização. O processo também menciona tentativas de exposição de assuntos pessoais e a procura por colegas da novela “Três Graças” em meio aos desentendimentos.
A defesa de Alanis anexou mensagens, registros e depoimentos para embasar o pedido. A Justiça aceitou a solicitação com base na Lei Maria da Penha, ao reconhecer indícios de violência psicológica e perseguição. A decisão proíbe qualquer contato entre as duas, incluindo mensagens, ligações e interações nas redes sociais.
A medida também impede Giovanna de comentar publicamente sobre a vida pessoal da atriz. Esse tipo de decisão pode ser concedido de forma emergencial quando há indícios de risco à integridade física ou psicológica da vítima.
Sancionada em 2006, a Lei Maria da Penha é considerada um marco no combate à violência doméstica no Brasil. Embora seja frequentemente associada a relações heterossexuais, a legislação também se aplica a relações homoafetivas, como no caso envolvendo Alanis Guillen e Giovanna Reis.