
Wilber Honório Muñoz Burbano, conhecido como “Homem-Peixe” ou “Super H”, é um triatleta, educador físico e ativista ambiental colombiano de 45 anos. Ele ganhou projeção internacional com a expedição “Amazonas a Pulmão”, em que percorre o rio Amazonas a nado para denunciar a poluição por plástico e defender a preservação dos rios.
A jornada começou em outubro de 2025, na região de Cusco, no Peru, onde nasce o Amazonas. Desde então, Wilber atravessou trechos do Peru, da Colômbia e do Brasil, passando por comunidades ribeirinhas e levando mensagens de conscientização ambiental.
O percurso total é estimado em cerca de 6,6 mil quilômetros e já passa de 300 dias de travessia. A meta final do ativista é Belém, no Pará, cidade escolhida para encerrar a expedição depois de meses nadando pela maior bacia hidrográfica do planeta.
Na rota, Wilber tem chamado atenção para o descarte de resíduos plásticos nos rios amazônicos e para a falta de políticas de proteção às águas. Em cada parada, o colombiano conversa com moradores, lideranças locais e autoridades sobre os impactos da contaminação ambiental.
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O nome do ativista voltou ao noticiário nesta sexta-feira (28), quando ele ficou horas desaparecido durante uma travessia pela Baía do Marajó, no Pará. Wilber havia saído de Ponta de Pedras em direção a Barcarena, em uma das etapas finais e mais perigosas da expedição.
Após buscas, ele foi localizado com vida na região de Vila do Conde, em Barcarena. Cansado, mas consciente, o “Homem-Peixe” manteve o plano de concluir a jornada rumo a Belém.
A travessia transformou Wilber em símbolo de resistência física e militância ambiental. Mais do que um desafio esportivo, a expedição busca usar o próprio corpo como alerta para a degradação dos rios e para a urgência de proteger a Amazônia.