Quem é Monica Witt, a ex-espiã americana que virou arma secreta do Irã

Atualizado em 21 de março de 2026 às 14:32
Monica Witt desertou dos EUA ao Irã — Foto: Reprodução/FBI

Monica Witt, uma ex-espiã da Força Aérea dos Estados Unidos, se tornou uma figura chave na espionagem iraniana, após desertar para o Irã em 2013. Com acesso a informações sensíveis das operações dos EUA e de seus aliados israelenses, Witt é vista como uma “arma secreta” nas mãos do regime de Teerã, especialmente após o início da guerra contra os EUA e Israel em 28 de fevereiro de 2026.

Witt, que foi especialista em contrainteligência por mais de uma década, causou um grande impacto no sistema de segurança dos Estados Unidos. Conhecida no Irã como Fatemah Zahra, foi treinada nas Forças Armadas dos EUA para atuar em missões de vigilância eletrônica, e seu conhecimento privilegiado pode ser um trunfo estratégico para o regime iraniano. Segundo fontes de inteligência, ela pode estar orientando as operações militares do Irã, aproveitando seu conhecimento detalhado das táticas de vigilância dos EUA.

Monica Witt começou sua trajetória no serviço militar americano aos 18 anos, após a morte de sua mãe e o rompimento de laços familiares. Ao longo dos anos, ela se destacou como analista de linguagem criptológica e participou de missões no Iraque e na Arábia Saudita, onde começou a se aprofundar no estudo do Islã. Seu envolvimento com o Irã começou a se intensificar após uma viagem a Teerã em 2012, quando participou de uma conferência sobre a influência do cinema ocidental nas sociedades islâmicas, evento vinculado à Guarda Revolucionária Islâmica.

Após essa visita, Witt abandonou suas convicções e começou a se aproximar do regime iraniano. Ela adotou o uso do hijab, converteu-se ao islamismo e planejou sua deserção. Em 2013, o visto iraniano foi aprovado, e ela se mudou para o Irã de forma definitiva. Desde então, ela é uma das figuras mais procuradas pelo FBI, que considera sua deserção uma das maiores traições da história recente dos EUA.

Cartaz de ‘Procura-se’ para Monica Witt — Foto: Reprodução/FBI

A mudança de Witt para o Irã foi vista como uma traição direta aos Estados Unidos, devido ao seu acesso a informações altamente confidenciais sobre as operações e agentes americanos. Ela passou a ser uma figura crucial na Guerra do Irã contra o Ocidente, com sua capacidade de infiltrar-se nas estratégias militares dos EUA, usando seu conhecimento de inteligência, métodos de vigilância e estratégias de contraespionagem.

Embora sua posição no Irã seja um segredo bem guardado, o FBI e outras autoridades ocidentais acreditam que Witt continua a ser uma peça chave nas operações de espionagem iranianas. Ela é descrita como alguém com acesso a informações sensíveis sobre a infraestrutura de segurança dos EUA e Israel, sendo um ativo valioso para o regime de Teerã, que continua a se opor fortemente aos interesses ocidentais.

Witt, que é conhecida por sua habilidade em linguagens criptográficas e espionagem eletrônica, pode estar desempenhando um papel fundamental nas ações de inteligência do Irã. Seu conhecimento sobre as operações dos EUA e a relação com Israel torna suas ações ainda mais impactantes na guerra em curso. Sua deserção colocou o governo dos EUA em uma posição delicada, uma vez que ela detém segredos que poderiam comprometer a segurança nacional americana.

Monica Witt, que desapareceu da vista pública desde 2019, representa uma ameaça significativa à segurança dos EUA, mas também se tornou uma figura de importância crucial para o regime iraniano. Sua experiência em inteligência, combinada com seu acesso a informações de alto nível, a coloca em uma posição estratégica, tornando-a uma das desertoras mais influentes no cenário atual de espionagem internacional.