
O agente federal que matou Alex Pretti durante uma operação anti- migração em Minneapolis no sábado (24) ainda não foi identificado publicamente. As autoridades divulgaram apenas informações limitadas sobre o policial, enquanto múltiplas investigações avançam para apurar as circunstâncias do caso.
Pretti, de 37 anos, era enfermeiro de UTI e cidadão americano. Ele foi morto com dez tiros por um agente da Patrulha de Fronteira dos Estados Unidos durante uma ação federal no sul de Minneapolis. A morte provocou protestos em várias cidades do país e ampliou o debate sobre a atuação e a responsabilização de agentes federais de imigração em áreas urbanas.
O Departamento de Segurança Interna dos EUA confirmou que o disparo partiu de um agente da Patrulha de Fronteira, mas não informou seu nome nem a unidade à qual ele pertence. Segundo o governo federal, o agente tem oito anos de carreira na corporação. Nenhum outro dado biográfico, histórico disciplinar ou registro de uso anterior da força foi tornado público.
De acordo com a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, o agente efetuou “disparos defensivos” após Pretti supostamente se aproximar dos policiais armado e resistir de forma violenta a uma tentativa de desarmamento.
O departamento não esclareceu se o agente acreditava que Pretti estava empunhando a arma no momento em que os tiros foram disparados.
Imagens gravadas por testemunhas, analisadas por veículos de imprensa, desmentem a versão oficial. Os vídeos mostram Pretti filmando a ação dos agentes com o celular, intervindo após uma mulher ser empurrada ao chão e, em seguida, sendo atingido por spray de pimenta e imobilizado por vários policiais antes dos disparos.
Nos instantes imediatamente anteriores aos tiros, ele aparece com o telefone na mão, e nenhuma gravação mostra claramente Pretti apontando uma arma naquele momento.
Um dos vídeos sugere que um agente retira uma arma do corpo de Pretti durante a confusão, segundos antes de outro policial atirar. O Departamento de Segurança Interna não comentou diretamente essa interpretação das imagens.
Diante dessas divergências, autoridades estaduais e locais afirmaram que não aceitam automaticamente a narrativa apresentada pelo governo federal. O procurador-geral de Minnesota, o promotor do condado de Hennepin e o Escritório de Apreensão Criminal do estado anunciaram que vão conduzir investigações próprias para avaliar se houve crime por parte do agente envolvido.
Um juiz federal determinou que o governo Trump e o Departamento de Segurança Interna preservem todas as provas relacionadas ao caso, após o estado alegar que agentes federais teriam inicialmente impedido investigadores locais de acessar o local do tiroteio e evidências físicas. Embora investigações desse tipo normalmente envolvam o FBI e a corregedoria interna do DHS, autoridades de Minnesota disseram não confiar apenas na apuração federal e defenderam uma investigação independente conduzida pelo estado.
A morte de Pretti foi o segundo caso fatal envolvendo agentes federais de imigração em Minneapolis neste mês. No dia 7 de janeiro, Renée Nicole Good também morreu após ser baleada por um agente do ICE durante outra operação na cidade.
It couldn’t be any clearer.
The agent in the gray jacket removes Alex Pretti’s handgun — and the agent in green empties his magazine into Alex’s back.
That’s right.
He shot him in the back.Because @CBP and @ICE are a bunch of cowardly pieces of shit.https://t.co/YwpYs7iApR
— JΛKΣ (@USMCLiberal) January 25, 2026