
O ex-presidente Jair Bolsonaro quer receber Darren Beattie, conselheiro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Papudinha. Ele já pediu autorização ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes para receber o americano na cadeia.
Beattie é um estrategista político conhecido por seu ativismo de extrema-direita e por ter ocupado posições-chave no governo dos Estados Unidos. Recentemente, ganhou destaque no Brasil ao ser nomeado Conselheiro Sênior de Política para o Brasil.
Sua nomeação, que visa supervisionar as políticas de Washington para o país, faz parte de uma estratégia mais ampla do governo Trump, e ele se tornou uma figura proeminente no cenário político brasileiro, especialmente devido à sua proximidade com Eduardo Bolsonaro.
O extremista foi nomeado para seu cargo em fevereiro de 2026, mas já havia ocupado outros postos, como presidente Interino do Instituto da Paz dos Estados Unidos (USIP), subsecretário de Estado Interino para Diplomacia Pública e Assuntos Públicos e redator de discursos na Casa Branca.

Beattie foi demitido do último cargo após ser revelado que ele participou de um evento de supremacistas brancos. Em 2018, foi revelado que ele esteve, dois anos antes, na conferência anual do H. L. Mencken Club, descrito como encontro para “intelectuais independentes da direita”.
Na ocasião, ele dividiu um painel intitulado “A direita e seus inimigos” com Peter Brimelow, fundador do site anti-imigração VDARE. Também esteve no evento Richard Spencer, um dos maiores líderes supremacistas brancos do país.
Após ser confrontado pela Casa Branca, ele se recusou a renunciar e argumentou que o objetivo do evento era acadêmico. O governo americano decidiu exonerá-lo para evitar desgastes. Mesmo assim, foi nomeado em 2020 para a Comissão de Preservação da Herança da América no Exterior por Trump.
Beattie não completou seu mandato de três anos na comissão, sendo demitido por Joe Biden, então presidente dos Estados Unidos, em 2022.
O extremista já fez uma série de ataques e ameaças a Moraes. No ano passado, por exemplo, ele disse que o magistrado é o “arquiteto do complexo de censura e perseguição” a Bolsonaro e disse que aliados dele seriam sancionados se apoiassem suas decisões na Corte.