Quem é o juiz salvo de sequestro após alerta secreto em ligação ao companheiro

Atualizado em 20 de janeiro de 2026 às 13:51
Cativeiro onde juiz foi mantido durante sequestro. Foto: Reprodução

O juiz e auditor fiscal Samuel de Oliveira Magro foi resgatado na manhã desta terça (20) após permanecer mais de 30 horas em cativeiro em Osasco, na Região Metropolitana de São Paulo. O sequestro foi denunciado depois que ele conseguiu avisar o companheiro por telefone, usando uma palavra-chave previamente combinada para indicar que estava sob ameaça.

O alerta levou a Polícia Civil de São Paulo a iniciar as buscas imediatamente. A estratégia permitiu que a corporação confirmasse a situação de risco e organizasse a operação que resultou no resgate da vítima sem ferimentos graves, segundo as informações divulgadas.

Magro atua como juiz no Tribunal de Impostos e Taxas, órgão administrativo responsável por julgar disputas tributárias entre contribuintes e o fisco estadual, vinculado à Secretaria da Fazenda e Planejamento de São Paulo. De acordo com a pasta, ele assumirá a vice-presidência da 1ª Câmara Julgadora no biênio 2026–2027, com retomada das atividades do tribunal prevista para o fim de fevereiro.

Dados do Portal da Transparência indicam que o magistrado recebeu salário líquido de R$ 40,9 mil em dezembro do ano passado. A informação consta nos registros públicos da administração estadual e foi confirmada por fontes oficiais.

Momento em que criminosos que sequestraram juiz são presos. Foto: Reprodução

O sequestro ocorreu na noite de domingo (18), na Avenida Rebouças, no Jardim América, bairro da zona oeste da capital paulista. Após a ligação com o companheiro, a Polícia Civil passou a monitorar o caso e identificar possíveis locais de cativeiro.

A ação de resgate foi conduzida pela 2ª Delegacia da Divisão Antissequestro, com apoio do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos, ambos vinculados ao Departamento de Operações Policiais Estratégicas. Cinco suspeitos foram presos no local onde Magro era mantido. Eles foram levados à sede da divisão antissequestro, no centro da capital, e o caso segue sob investigação.

Caique Lima
Caique Lima, 27. Jornalista do DCM desde 2019 e amante de futebol.