Quem é Otávio Fakhoury, o investidor que se conecta a Olavo e a figuras do gabinete do ódio. Por Pedro Zambarda

Otávio Fakhoury e Olavo de Carvalho. Foto: Reprodução/CNN Brasil/Globo

Na reportagem publicada pelo DCM em 3 de maio, e nas demais da série sobre o dossiê do gabinete do ódio que está com a CPMI das Fake News, o investidor libanês Otávio Oscar Fakhoury chama a atenção no organograma. Ele aparece conectado ao publicitário Luiz Galeazzo (do MAV News, que foi cotado para mídias digitais da Secom de Bolsonaro), à deputada Bia Kicis, ao guru Olavo de Carvalho, ao movimento Avança Brasil, ao professor Evandro Pontes e à Rádio Shockwave.

O organograma que está com a CPMI das Fake News. Foto: Reprodução

É evidente que há outras ligações entre o gabinete (deputados) e milícias bolsonaristas, mas a investigação ressalta as relações mais próximas.

E essa documentação aponta Fakhoury como um dos braços de financiamento dessa rede. Ele está no inquérito que elenca 29 acusados de ataques e difusão de fake news contra STF no final de maio. Aparece como financiador ao lado de quatro nomes: Edgard Gomes Corona (academias Bio Ritmo e Smart Fit), Luciano Hang (Rede Havan), Reynaldo Bianchi Junior (humorista) e Winston Rodrigues Lima (militar da reserva).

Otávio Fakhoury em entrevista para a RedeTV. Foto: Reprodução

Fakhoury está na FKO, Epof e MCO 19, três empresas de participações imobiliárias herdadas do seu falecido pai. Ele diz que é ex-membro dos movimentos Vem Pra Rua e Acorda Brasil. Está nessas mobilizações de extrema direita desde 2014 ao participar do golpe contra Dilma Rousseff. Ganhou força ao ingressar no site Crítica Nacional, ao lado do fundador Paulo Enéas, e diz que pagou cerca de R$ 100 mil em campanhas do PSL no ano de 2018.

É fundamental voltar para a eleição de Jair Bolsonaro para entender seu papel entre as milícias digitais e os militantes.

Dinheiro para deputados e discurso contra “invasão muçulmana”

Otávio Fakhoury e o deputado “príncipe” bolsonarista. Foto: Reprodução

De acordo com o site Congresso em Foco,  em reportagem baseada em dados do TSE, Fakhoury doou R$ 102,5 mil a candidatos. Os valores incluem as campanhas de Bia Kicis, que recebeu R$ 51,7 mil, e Luiz Philippe de Orleans e Bragança, deputado “príncipe” (herdeiro da coroa portuguesa) que recebeu R$ 38 mil. Dentro do PSL, o investidor foi tesoureiro-geral do diretório estadual do PSL na gestão de Eduardo Bolsonaro. Seu nome aparece em uma mensagem no grupo de WhatsApp Mkt Bolsonaro, em que ele diz que financiaria os atos do dia 15 de março de 2020 contra o Congresso e o Supremo.

Para a Polícia Federal, Otávio Fakhoury admitiu que financiou os protestos. “Eu fui colaborador de campanha, fiz doações legais e também pelo antigo partido do presidente, o PSL, todas de forma legal e registradas pelo Tribunal Superior Eleitoral. (…) Nunca trabalhei para o governo, nunca tive fonte ligada ao governo e nunca pedi nada e nunca vendi a minha opinião para ninguém”, disse para a CNN Brasil.

Todos os deputados que receberam doações são investigados no inquérito que apura fake news e ataques ao STF, incluindo atores do gabinete do ódio.

A jornalista Consuelo Dieguez fez uma longa reportagem na revista Piauí de janeiro de 2019 sobre os nomes jovens do PSL, quando ainda era o partido de Bolsonaro. Fakhoury é descrito como o empresário que acredita que o PT “comprou 300 deputados”. O texto descreve um almoço em um restaurante do Itaim Bibi, em São Paulo, com representantes dos movimentos Endireita Fortaleza, Direita Pernambuco, Direita Paraibana e  Movimento Liberta Brasil, do Rio Grande do Norte. O investidor conversou sobre ações no Nordeste para neutralizar a influência do PT na região. 

De acordo com a matéria, Otávio Fakhoury tem um discurso que beira a xenofobia, mesmo sendo descendente de libaneses católicos. “Os muçulmanos tratam a mulher como escória. Eu não quero uma invasão muçulmana no Brasil. A mulher de direita quer ser respeitada, quer escolher o homem que pode tocá-la. Os muçulmanos entram nos bairros, atacam as europeias, e o europeu fica de fru-fru. Aqui não. Se alguém entrar e atacar vocês, eu vou defender”.

O escritório de Fakhoury também está no Itaim Bibi, de acordo com a reportagem. No local, ele recebia figuras como a empresária Letícia Catel, que foi demitida da direção da Apex, e Filipe G. Martins, o assessor especial de Bolsonaro que foi aluno de Olavo de Carvalho. No dia 27 de maio de 2020, três de seus endereços foram alvos de busca e apreensão: sua casa, seu escritório e a residência de sua mãe em São Paulo. Dois celulares, um HD e vários DVDs foram levados para análise da Polícia Federal.

Para a revista Veja, Otávio Fakhoury diz que só conhece um dos “Bolsokids”, apelido que deu para os filhos de Jair Bolsonaro. O investidor conheceu pessoalmente Carlos em um evento de 2017. Eduardo é descrito como um amigo do empresário – tão próximo que ele investiu diretamente no diretório paulista do PSL. 

Ligação com Zambelli e o seu passado

O repórter Caíque Lima, do DCM, publicou uma reportagem no dia 18 de maio de 2020 sobre Jorge Feffer, dono da Suzano, empresa investigada na Lava Jato, como financiador de movimentos de extrema direita em 2018, como Acorda Brasil e Nas Ruas, além das então candidatas Bia Kicis e Carla Zambelli. O jornalista apresentou provas do pagamento de Feffer para um documentário de Zambelli no texto seguinte.

Fakhoury aparece com Feffer como um dos aliados em movimentos pró-impeachment de Dilma Rousseff.

Uma nova teia de relações aparece com o investidor no organograma e nas documentações do dossiê que foi encaminhado para a CPMI das Fake News. Oscar Fakhoury aparece conectado com o movimento Avança Brasil e com a Rádio Shockwave, de Evandro Pontes.

No Avança, um dos conselheiros é o próprio Olavo de Carvalho.

A história de Fakhoury passa pelos Estados Unidos. O investidor morou cinco anos em Nova York. Seu currículo tem oito anos de trabalho no Citibank e cinco no Merril Lynch, instituições financeiras gigantescas. Otávio Fakhoury também foi contratado em março de 2008 pela matriz nova iorquina do Lehman Brothers para estruturar a área de renda fixa do Banco no Brasil. 

O G1 informou em 2011 que, no Lehman, Fakhoury passou a ser um dos chefes em uma equipe que reunia cerca de 30 pessoas em um escritório na Avenida Faria Lima, em São Paulo. Respondia direta e constantemente à matriz do banco, em Nova York. O escritório paulista fechou um ano e meio depois de sua abertura, quando o fundo BTG, do banqueiro André Esteves, comprou os ativos do Lehman Brothers no Brasil. No fim, parte dos funcionários se dividiu entre o próprio BTG e o banco Standard Chartered, que contratou alguns dos ex-Lehman, como o próprio Fakhoury. Isso tudo aconteceu no nascimento da crise financeira internacional.

Durante o governo Bolsonaro, Otávio Fakhoury afirma que é gestor de um fundo macro que opera globalmente. Ele aparece como sócio gestor da Mauá Sekular. Também tem ligações com negócios de sua família, além da militância política que passou a exercer com força.

A conexão com Olavo de Carvalho e demais atores

Na revista Crusoé, do site de extrema direita O Antagonista, Fakhoury é descrito como amigo do assessor especial Filipe G. Martins desde 2017. O texto, chamado “Os blogueiros de crachá”, é assinado por Felipe Moura Brasil. Ele foi organizador do best seller “O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota” de Olavo de Carvalho, publicado em 2013 pela Editora Record, que teve vendas estimadas em 150 mil exemplares.

O guru e escritor do governo é mencionado seis vezes no texto. Nenhuma delas é relativa ao livro que Felipe divulgou. A Crusoé se restringe a mostrar as ligações de Olavo de Carvalho com Filipe G. Martins e com o próprio Otávio Fakhoury. Nenhuma menção ao “Mínimo”.

Otávio Fakhoury e Bolsonaro antes da eleição. Foto: Reprodução

Naquele ano de 2017, Fakhoury estava em Nova York em uma palestra que envolveu Olavo de Carvalho e um “especialista em estratégias marxistas” chamado Jeffrey Nyquist A conferência foi transmitida no canal de Bolsonaro em 14 de outubro daquele ano em vídeo. No local também estavam Carlos Bolsonaro e Bia Kicis, que ainda não era deputada estadual.

A reportagem aponta uma história que era conhecida na campanha. Filipe G. Martins conhece Olavo desde seus 17 anos, quando foi aluno de seu curso. Graças à ponte que ele ganhou nos Estados Unidos, foi Martins que aproximou Eduardo Bolsonaro de Steve Bannon – o ex-estrategista de Donald Trump. 

Desde aquela época, Martins também tinha contato com o empresário Otávio Fakhoury que comandava um site de replicagem de fake news e ataques das milícias chamado Crítica Nacional. 

Ele ajudou a formatar um dos discursos famosos de Jair Bolsonaro em campanha: “Se eu for presidente eu saio da ONU, não serve pra nada esta instituição. É uma reunião de comunistas, de gente que não tem qualquer compromisso com a América do Sul, pelo menos”.

Fakhoury ajudou a criar uma teoria da conspiração envolvendo as Nações Unidas.

A Crusoé esteve em contato com o próprio Fakhoury e afirma que ele, junto com Filipe G. Martins, pressionou a gestão Bolsonaro pela queda do general Carlos Alberto dos Santos Cruz, que perdeu o cargo de ministro da Secretaria do Governo no primeiro ano. O site Crítica Nacional detonou o ex-ministro, em ataques que foram orientados por Olavo de Carvalho nas redes.

No documento de 124 páginas enviado para a CPMI das Fake News a que o DCM teve acesso, Fakhoury aparece no organograma como financiador de Bia Kicis e Olavo de Carvalho, mantendo conexões com seu site Crítica Nacional e o movimento Avança Brasil. Olavo é financiado também pelo site Brasil sem Medo, que possui braço com os youtubers Brasileirinhos. Otávio Fakhoury também aparece conectado ao publicitário Luiz Galeazzo, que foi ventilado para a comunicação digital da Secom de Fabio Wajngarten e está no canal Mav News.

Os braços de Fakhoury hoje estão no Avança Brasil. Com mais de 1,6 milhão de likes no Facebook, a página do movimento já promoveu a Rádio Shockwave, de Evandro Pontes, o jornal Brasil Sem Medo e agora está expondo uma tal de Rádio Conservadora. Através de doações em crowdfunding, Otávio Fakhoury ajuda a manter de  pé as iniciativas de comunicação que conversam diretamente com bolsonaristas fanáticos, fazendo a ponte  entre milicianos digitais e deputados.

Na última semana de maio, a Polícia Federal, dando seguimento ao inquérito das fake news e ataques ao STF, cumpriu mandados de busca e apreensão na residência do blogueiro Allan dos Santos, o dono do Terça Livre. Para arrecadar fundos, Allan fez uma super livre com Eduardo Bolsonaro, Bia Kicis, Bernardo Küster (do Brasil Sem Medo), Otávio Fakhoury e até mesmo Evandro Pontes (Rádio Shockwave).

Chamou atenção na live doações iguais de R$ 100, R$ 200, R$ 379 e até R$ 500 em super chats – mas sem mensagens para leitura de quem faz a transmissão, o que é incomum para doações de centenas de reais. 

Superchats em live do Terça Livre após operação da PF. Foto: Reprodução/YouTube

Isso foi comentado pelo youtuber Samuel Borelli com o Diário do Centro do Mundo em uma live no dia 29 de maio. Ele calculou, sem precisar, mais de R$ 10 mil. “Isso só era comum em lives de bancos de investimento e em canais de youtubers que lidam com mercado financeiro, como o Primo Rico”, lembrou Borelli. 

Fontes consultadas pelo DCM informaram que há como fazer doações grandes em super chats comprando ilegalmente contas de Gmail.

Estranhamente todas essas doações aparecem em uma live com a presença do próprio Fakhoury.

A queda de Olavo e os problemas de financiamento

Olavo de Carvalho. Foto: Reprodução/YouTube

No dia 7 de junho, Olavo de Carvalho postou um vídeo comentando uma de suas aulas, ameaçando o governo Bolsonaro e quase rompendo com o presidente. Reclamou que Jair Bolsonaro nunca o protegeu juridicamente de ataques, e também se queixa dos seus seguidores. Cita como nomes antiolavistas a velha mídia, os youtubers Henry Bugalho, Meteoro Brasil, Galãs Feios e Felipe Neto, além dos sites Diário do Centro do Mundo e Brasil 247.

Olavo afirmou que poderia derrubar o governo denunciando supostos crimes de prevaricação do presidente. “Enfia a condecoração no cu. Se você não é capaz de me defender dessas pessoas, você não é meu amigo. Eu não quero a sua amizade”.

Bernardo Küster, um dos discípulos de Olavo de Carvalho, havia atacado o empresário Luciano Hang das lojas Havan por não ajudar sites e comunicadores de extrema direita.

Hang se sentiu ameaçado pelas pressões do guru e seus discípulos, pedindo doações de empresários do grupo Brasil 200. Nenhum deles, abertamente, se dispôs a financiar Olavo de Carvalho ou lhe pagar novos advogados, o que levou o escritor a publicar novos vídeos dando “esporros” em Bolsonaro.

O governo Bolsonaro enfrenta uma crise profunda com a economia debilitada sob os efeitos da pandemia de coronavírus.

Isso deve ter levado Olavo a pedir ajuda abertamente, assim como Allan dos Santos cobra doações no Terça Livre gritando como um “pastor evangélico surtado”. A verba e o auxílio do Avança Brasil de Otávio Fakhoury parece não ser mais suficiente. O problema é que Luciano Hang também é investigado no inquérito das fake news.

E o próprio Olavo de Carvalho perdeu relevância para as milícias bolsonaristas e para o gabinete do ódio. Ele mesmo está localizado no canto direito do organograma do grupo.

Ele não está naquele canto por acaso. De acordo com diferentes fontes ouvidas pelo DCM sobre o dossiê, hoje Olavo é uma espécie de “totem das milícias bolsonaristas”. O guru tem um valor simbólico para milicianos como Evandro Pontes, que copia sua linguagem no Twitter. Muitos dos bolsonaristas, e o próprio Jair Bolsonaro, jamais tiveram uma conexão real com os livros de Olavo de Carvalho. Ele admitiu isso em um vídeo recente.

Mesmo decadente, Olavo cobra Bolsonaro e empresários depois de emprestar o seu nome para a causa da extrema direita.

O Avança Brasil, de Fakhoury, recentemente cobriu e divulgou vídeos dos protestos bolsonaristas em Brasília com a presença do então ministro Abraham Weintraub.

Entre os empresários e possíveis financiadores das redes, estão Luciano Hang das lojas Havan e Edgard Corona das academias Bio Ritmo e Smart Fit. Otávio Fakhoury era um nome que merecia mais destaque de forma crítica na imprensa.

Outro lado

O DCM entrou em contato com Otávio Oscar Fakhoury através do site Crítica Nacional. Enviamos as seguintes perguntas:

– O senhor Fakhoury admite que financiou campanhas de parlamentares do PSL e que tem proximidade com a família Bolsonaro. Além do site Crítica Nacional, o senhor Fakhoury ou o Movimento Avança Brasil ajudou ou ajuda o jornal Brasil Sem Medo de Olavo de Carvalho? De que forma?

– O senhor Fakhoury financiou o site Terça Livre após a operação da PF autorizada pelo STF?

– O que o senhor Fakhoury acha sobre os recentes desentendimentos entre Olavo de Carvalho, o presidente Bolsonaro e empresários simpáticos ao bolsonarismo?

– Como o senhor acredita que está sendo encaminhada a CPMI das Fake News?

– Como o senhor acredita que está sendo encaminhado o inquérito da Polícia Federal autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes sobre ataques ao STF?

Até o momento da publicação desta reportagem, as perguntas não foram respondidas. O espaço segue aberto para manifestação do empresário que atua também como investidor. 

Reação das milícias bolsonaristas

Otávio Fakhoury e a youtuber Teff Ferrari. Foto: Reprodução/YouTube

No dia 15 de junho, a Polícia Federal prendeu a ativista de extrema direita Sara Winter, líder do movimento 300 do Brasil e ligada às milícias bolsonaristas. Ela foi alvo de busca e apreensão da PF por decisão do ministro Alexandre de Moraes.

O que as fontes nos contam é que milicianos e integrantes do gabinete do ódio estão em pânico com o vazamento de informações. Um dia após o DCM publicar sobre as conexões da youtuber Teff Ferrari com as milícias num encontro com o presidente Jair Bolsonaro, um site chamado Movimento Brasil Conservador publicou um texto atacando o autor da reportagem.

“Será que é crime ter amizade com pessoas que você admira e que compartilham das mesmas ideais? Bom, parece que para o senhor Pedro Zureta sim! As tais ‘conexões no submundo bolsonarista’ não passa disso: amizade. Aaahhh, mas o Zureta tem PROVAS DE QUE ESSE GABINETE DO ÓDIO OBTÉM VANTAGENS POR SUAS CONEXÕES!!! Qual é a prova? Dois programas na Shockwave Radio”, diz o texto atacando o DCM, sem assinatura.

O que o texto não diz é que a youtuber Teff Ferrari está morando com Allan dos Santos em sua mansão em Brasília. Ela tentou esconder essa informação nas redes sociais, mas acabou deixando escapar no dia da operação da PF.

Acredita-se que o texto do Movimento Brasil Conservador sem assinatura seja da própria youtuber bolsonarista, nos dizem as fontes.

Hoje a Polícia Federal cumpriu mandados em endereços dos cabeças do gabinete do ódio e foi atrás de outro financiador das milícias digitais, Luís Felipe Belmonte. Um dos alvos na operação nesta terça-feira (16) é, sim, também o investidor Otávio Fakhoury.

Somando-se ao inquérito conduzido por Alexandre de Moraes, o STF monta o quebra-cabeças do gabinete que ameaça as instituições democráticas do país.

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