Quem é Rosana Maciel, foragida do 8/1 deportada por Trump e presa no Brasil

Atualizado em 28 de agosto de 2025 às 17:44
Rosana Maciel Gomes, condenada a 14 anos de prisão por participação no ataque de 8 de janeiro de 2023. Foto: Arquivo Pessoal

Rosana Maciel Gomes (51), condenada pelo STF por participação no ataque golpista de 8 de janeiro de 2023, foi presa na noite desta quarta (27) após ser deportada dos Estados Unidos. Ela desembarcou no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte (MG) em um voo fretado pelo governo americano com brasileiros e foi detida pela Polícia Federal.

Natural de Goiânia (GO), Rosana foi condenada a 14 anos de prisão por crimes como golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, associação criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

Ela foi alvo de dois mandados de prisão e uma ordem de extradição na Argentina antes de ser deportada dos Estados Unidos.

Rosana havia sido presa em flagrante em 8 de janeiro de 2023, dentro do Palácio do Planalto, mas conseguiu liberdade provisória em agosto daquele ano, com medidas cautelares impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, como uso de tornozeleira, recolhimento domiciliar noturno, proibição de redes sociais e entrega do passaporte.

A bolsonarista Rosana Maciel Gomes, de 51 anos. Foto: Reprodução

Em janeiro de 2024, ela deixou de cumprir as condições impostas pelo STF. Moraes determinou o bloqueio de seus bens, e a Procuradoria-Geral da República solicitou a prisão preventiva. Seu nome acabou incluído na Difusão Vermelha da Interpol. Durante a fuga, autoridades estrangeiras registraram sua passagem por países como Uruguai, Argentina e Peru antes da chegada aos Estados Unidos.

O STF condenou Rosana a 13 anos e 6 meses de prisão em sessão virtual em novembro de 2023. Além da pena, ela também recebeu multa de 100 dias-multa e foi incluída em condenação solidária ao pagamento de R$ 30 milhões por danos morais coletivos. Dois recursos apresentados pela defesa foram negados, tornando a sentença definitiva.

Os advogados de Rosana argumentaram durante o processo que ela não havia participado de atos violentos e que sua presença em Brasília teria sido “pacífica”. Também sustentaram que não havia provas suficientes para enquadrá-la nos crimes mais graves, como golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito.

Caique Lima
Caique Lima, 27. Jornalista do DCM desde 2019 e amante de futebol.