Quem é Tatiana Alves Torres, escolhida após impasse da PF com os EUA

Atualizado em 21 de abril de 2026 às 12:39
Delegada Tatiana Alves Torres — Foto: Reprodução

A Polícia Federal nomeou a delegada Tatiana Alves Torres para atuar como oficial de ligação junto ao Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos (ICE), em Miami. A designação foi publicada no Diário Oficial da União em 17 de março e prevê atuação por dois anos em missão considerada transitória.

Tatiana substituirá o delegado Marcelo Ivo de Carvalho, que ocupava o cargo desde 2023. A função envolve, entre outras atribuições, a cooperação internacional e ações relacionadas à identificação e prisão de foragidos da Justiça brasileira em território norte-americano.

Delegada da Polícia Federal desde 2002, Tatiana é formada em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e possui pós-graduação em Ciências Penais e Segurança Pública. Ao longo da carreira, atuou em áreas como crimes ambientais, financeiros, crime organizado e migração.

Atualmente, ocupa o cargo de delegada de classe especial e exerce a função de coordenadora-geral de Gestão de Processos da Polícia Federal. Em 2023, foi superintendente da corporação em Minas Gerais.

Alexandre Ramagem — Foto: Reprodução

A delegada também participou de formações internacionais, incluindo curso na National Defense University, em Washington, em 2022, e o Programa de Treinamento Policial da Interpol, em Lyon, em 2008. Ela é fluente em inglês e francês, além de possuir conhecimento intermediário de espanhol.

Segundo a portaria, a missão inclui mudança de sede, transporte de bens e acompanhamento de dependentes. Interlocutores da Polícia Federal informaram que a substituição “já estava prevista” e que a função tem caráter temporário.

Marcelo Ivo de Carvalho havia sido nomeado para o posto em março de 2023, com previsão inicial de dois anos. Em março de 2025, uma nova portaria prorrogou sua permanência até 17 de agosto de 2026.

A formalização da troca ocorreu quatro dias após a prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), em 13 de abril, em Orlando. Segundo a Polícia Federal, a detenção ocorreu por questões migratórias, e ele foi liberado dois dias depois, podendo aguardar em liberdade a análise de um pedido de asilo nos Estados Unidos.