Quem era Andreas Lubitz, o copiloto que derrubou o avião da GermanWings

copiloto
Andreas Lubitz

Publicado no Observador.

 

O copiloto do avião da GermanWings que se despenhou nos Alpes chamava-se Andreas Guenter Lubitz. Alemão, tinha 28 anos e, segundo uma nota do site do clube de pilotos LSC (Luftsportclub Westerwald), citada pelo The Wall Street Journal, “Andreas tornou-se membro do clube [LSC] ainda jovem, para cumprir o sonho de voar”. O procurador francês, Brice Robin, garante que ele esteve vivo e em silêncio até ao fim, depois de se trancar deliberadamente no cockpit e iniciar a descida do avião. A Alemanha não lhe conhece quaisquer ligações a grupos terroristas.

Vários meios de comunicação internacionais, como o britânico The Telegraph, estão a foto acima como sendo de Andreas Lubitz. Teria crescido na zona de Montabaur, na Alemanha.

As informações sobre quem era o copiloto estão a chegar aos poucos. O procurador francês, que nunca lhe chamou de “terrorista”, assegurou, contudo, “não fazer ideia” de quais seriam as filiações religiosas ou políticas de Andreas Lubitz.

Citado pela Associated Press, o ministro da Administração Interna alemão, Thomas de Maiziere, garante que “não há quaisquer indicações de qualquer passado ligado a organizações terroristas”. As autoridades alemãs verificaram bases de dados policiais logo no dia do colapso do avião.

A declaração do ministro foi feita depois de o procurador francês encarregado da investigação à queda do Airbus 320 ter afirmado que o copiloto, Andreas Lubitz, estava sozinho aos comandos do avião e acionou deliberadamente a descida do aparelho, que acabou por bater numa montanha.

Segundo Maizière, depois do acidente, as forças de segurança da Alemanha investigaram o passado de todos os 150 ocupantes do avião em duas bases de dados, uma dos serviços secretos e outra da polícia federal. Essa investigação não deu qualquer resultado positivo para indícios de terrorismo.

“Vai ser tudo investigado”, disse o ministro, admitindo que, neste momento, os investigadores “estão concentrados no passado da pessoa que assumia o posto de copiloto” do voo 9225 entre Barcelona (Espanha) e Düsseldorf (Alemanha).

“Sonho de voar”

“Andreas tornou-se membro do clube [LSC] ainda jovem, para cumprir o sonho de voar”, diz uma nota que lamenta a morte de Andreas Lubitz, colocada num clube de pilotos de avião, o LSC. “Cumpriu o seu sonho, e agora pagou tão caro… com a sua vida”.

Andreas Lubitz tinha apenas 630 horas de voo e se juntou às fileiras da GermanWings em setembro de 2013, vindo da formação pela Base Aérea da Lufthansa em Bremen.

Segundo a Associated Press, os seus conhecidos em Montabaur garantiram que Andreas Lubitz não mostrava qualquer sinal de depressão. “Transmitia um sentimento positivo”, afirmou um membro de um clube a que pertencia Andreas Lubitz, Peter Ruecker. “Estava feliz por ter o emprego na GermanWings e estava a dar-se bem”, acrescentou Peter Ruecker.

Andreas Lubitz teria tirado licença para conduzir ultra-leves ainda em jovem, foi formado na Base Aérea de Bremen e era um piloto certificado pela agência norte-americana Federal Aviation Administration (FAA).

Em conferência de imprensa, em Marignane, sul de França, Brice Robin afirmou que Lubitz recusou abrir a porta do cockpit ao piloto e acionou a descida do avião por uma “razão que ainda não é conhecida” dos investigadores, mas que “parece ser o desejo de destruir o avião”.

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