
A jornalista Fernanda Santos, produtora de reportagem da TV Globo, morreu na noite de quarta-feira (18), aos 53 anos, após um acidente de trânsito na Zona Norte de São Paulo. Ela estava em um carro de aplicativo que se envolveu em uma colisão depois de uma manobra irregular. A profissional voltava de uma sessão de fisioterapia quando o acidente ocorreu. Socorrida e levada ao hospital, não resistiu aos ferimentos.
Fernanda integrava a equipe da TV Globo desde 2005 e construiu a maior parte da carreira nos bastidores da produção jornalística. Formada pela Unesp de Bauru, também tinha graduação em Pedagogia e formação acadêmica pela USP, onde participou de estudos ligados a comunicação, mudança social e participação política.
Colegas a descreviam como dedicada e reconhecida pelo compromisso com a informação. Entre os temas que mais acompanhava estava o Carnaval de São Paulo, cobertura na qual se tornou referência dentro da emissora.
Torcedora da Mocidade Alegre, circulava por diferentes escolas e era conhecida pelo conhecimento sobre o funcionamento dos desfiles e dos bastidores do Anhembi. A Liga das Escolas de Samba e agremiações do carnaval paulista divulgaram mensagens lembrando sua presença constante nas quadras e barracões.

Em nota, a Mocidade Alegre afirmou: “Fernanda sobe levando a gratidão de milhares de sambistas, de muitas escolas, pelas madrugadas que Fernanda dedicou entre quadras, barracões, indo e voltando pela pista do Anhembi, se desdobrando por mostrar nossa arte em rede nacional e para o mundo inteiro”.
A Liga também declarou que a jornalista “conhecia cada canto do Anhembi”. Além do trabalho na televisão, Fernanda participava de iniciativas acadêmicas e sociais.
Ela integrava desde 2018 o coletivo Ocareté, voltado a debates sobre decolonização e minorias sociais, e colaborou na organização do livro “Ensaios sobre Racismos”, lançado em 2020 Também participou de podcasts e projetos ligados a temas sociais e culturais. Fernanda Santos deixa a mãe e três irmãs.