
Renee Nicole Good, de 37 anos, foi identificada como a mulher morta por um agente da Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) em Minneapolis. A confirmação foi feita por sua mãe, Donna Ganger, que declarou que a filha não fazia parte de grupos de manifestantes no momento do episódio. A família definiu Renee como uma pessoa gentil e dedicada ao cuidado de outras pessoas ao longo da vida. Com informações do site americano “New Nations Now”.
Segundo perfis em redes sociais atribuídos a ela, Renee se descrevia como poetisa, escritora, esposa, mãe e guitarrista amadora, com referências a experiências de vida em Minneapolis. Ela era cidadã norte-americana e vivia na região metropolitana de Minneapolis–Saint Paul.
A vítima era mãe de um menino de 6 anos. Já havia sido casada e teve o filho com Timmy Ray Macklin Jr., que morreu em 2023 aos 36 anos.
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O episódio ocorreu na quarta-feira (7). Vídeos gravados por testemunhas mostram agentes federais ao redor do carro em que Renee estava. Nas imagens, um dos agentes permanece à frente do veículo. O carro recua e, na sequência, avança, momento em que são efetuados disparos. O veículo colide com outros automóveis, e a mulher é encontrada com ferimento de bala na cabeça. Ela foi levada a um hospital e morreu.
O Departamento de Segurança Interna (DHS) informou que a mulher teria tentado atropelar agentes federais, e que o disparo foi realizado por um agente que disse ter temido pela própria vida e pela segurança dos demais. Autoridades municipais e estaduais apresentaram relatos diferentes sobre a dinâmica do fato, e declararam que ainda não há conclusão oficial sobre o que ocorreu antes dos tiros.
O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, criticou declarações do DHS sobre o caso em entrevista coletiva realizada após a confirmação da morte. O governador de Minnesota, Tim Walz, afirmou que acompanhou as imagens e declarou que o estado realizará uma investigação completa. A deputada Ilhan Omar afirmou, em comunicado, que as ações do ICE foram “inconcebíveis” e se referiu a Renee como observadora legal.
O chefe de polícia de Minneapolis, Brian O’Hara, declarou que a mulher não era alvo da operação no momento do disparo e afirmou que o caso será investigado pelo FBI e pelo Minnesota Bureau of Criminal Apprehension. As apurações seguem em andamento para esclarecer as circunstâncias do disparo, a atuação dos agentes e a dinâmica do confronto registrado em vídeo.
O presidente Donald Trump, por sua vez, aprovou a ação do agente da ICE, acusando Renee de ser uma “agitadora profissional” e dizendo que a ação ocorreu em “legítima defesa”.