Quem mete medo, Massa ou Milei? Por Moisés Mendes

Atualizado em 22 de setembro de 2023 às 22:50
Montagem de fotos de Sergio Massa e Javier Milei
Sergio Massa e Javier Milei – Reprodução

O Globo informa em manchete, em reportagem de Janaína Figueiredo, que Sergio Massa, o candidato do peronismo, faz a campanha do medo na Argentina ao propagar que a vitória do fascista Javier Milei pode representar a perda de benefícios sociais pelos mais pobres.

Não é campanha de medo, é o que deve mesmo acontecer. Milei anunciou, sim, que vai fechar escolas públicas e tirar o suporte de programas sociais para quem já não tem quase nada.

Mas o Globo registra a ameaça de Massa, e não as ameaças de Milei, e reflete assim a reação média do eleitor que aderiu ao candidato da extrema direita.
Mais de 30% dos argentinos, segundo as pesquisas, apostam que Milei irá salvá-los. Foi o que aconteceu com Bolsonaro aqui.

Sabiam o que ele faria e acabou fazendo. Destruiu os programas sociais, programou a lenta destruição do SUS, não corrigiu o salário mínimo, acabou com o Minha Casa Minha Vida, negou vacina à população, desmontou a universidade pública. E quase se reelegeu.

Milei anuncia que vai reduzir gastos públicos com a fusão dos ministérios da Saúde e da Educação.

A educação deixaria de ser obrigatória e gratuita. Redes privadas assumiriam as escolas e as famílias receberia um voucher para pagar a escola particular.

Milei quer fazer com que, através de um seguro que não diz como funcionaria, a população pague médicos e profissionais da saúde por serviços que hoje são públicos e gratuitos, como no SUS brasileiro.

Fecharia o Banco Central e dolarizaria a economia, o que faria com que só quem tem dinheiro para comprar dólares pudesse poupar e sobreviver.

O fascista pretende abrir totalmente a economia à competição internacional e tirar a Argentina do Mercosul, o que acabaria com pequenas indústrias e destruiria o pequeno varejo.

Mas o Globo acha que Massa, um moderado do kirchnerismo, é quem espalha o medo quando fala dos riscos de aumento das tarifas no transporte público, do corte de verbas para os pobres e das privatizações. É o que sempre disseram de Lula e de Dilma.

Publicado originalmente no Blog do Moisés Mendes

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