Quem são os empresários bolsonaristas presos pela PF por suspeita de financiamento do 8/1

Atualizado em 1 de março de 2024 às 8:18
Os empresários bolsonaristas Adauto Lucio Mesquita e Joveci Xavier de Andrade. Foto: reprodução

Na última quinta-feira (29/02), a Polícia Federal (PF) prendeu os empresários bolsonaristas Joveci Xavier de Andrade e Adauto Lucio Mesquita no âmbito da 25ª fase da Operação Lesa Pátria, que visa desmantelar o núcleo de financiadores dos atos terroristas em Brasília.

Os investigadores levantam a suspeita de que os empresários tenham fornecido apoio aos acampamentos golpistas instalados em frente ao Quartel General do Exército, em Brasília (DF), que culminaram nos eventos do 8 de janeiro.

Joveci Xavier de Andrade

Joveci de Andrade na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Foto: reprodução

A suspeita é de que Joveci de Andrade, natural de Brasília (DF) e um dos sócios da empresa Melhor Atacadista, tenha disponibilizado alimentos, água, lonas de abrigo, além de ter contratado banheiros químicos e um trio elétrico para os golpistas acampados.

Em abril do ano passado, Joveci prestou depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara Legislativa do Distrito Federal, negando sua participação nos atos terroristas, porém, uma fotografia dele na Esplanada dos Ministérios no dia dos acontecimentos foi utilizada pelos parlamentares como evidência.

Adauto Lucio Mesquita

Adauto de Mesquita de camisa social verde, com expressão séria, em supermercado
Adauto de Mesquita – Reprodução

Adauto Lucio Mesquita, outro sócio na rede de mercados, também é suspeito de ter transferido valores para contas bancárias de pessoas diretamente envolvidas nos atos golpistas, além de possivelmente financiar parte do transporte para a Esplanada dos Ministérios.

Adauto também prestou depoimento à CPI da Câmara do DF, admitindo “pequenas doações” para os acampados, porém negando responsabilidade pelo financiamento dos bolsonaristas.

Vale destacar também que os nomes dos simpatizantes do ex-capitão constam no relatório da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro no Congresso Nacional, sendo ambos indiciados por incitação ao crime.

Através de nota, a assessoria do grupo Melhor Atacadista informou que “é contra o vandalismo e a intolerância política, e acredita que a democracia é feita com pensamentos diferentes, mas jamais violência”.

Sobre a prisão dos empresários, o grupo informou que ainda não teve acesso à decisão judicial que autorizou a medida, mas que “desde o início, houve esforços para esclarecer todos os fatos”.

“A realização de apurações pelo Estado é considerada válida, e os investigados veem agora a oportunidade de elucidar completamente as questões em aberto”, diz a nota do grupo.

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