Quem são os empresários que Bolsonaro favoreceu no lobby da cloroquina

Renato Spallici nas redes sociais: cidadão de bem e bolsonarista

Bolsonaro está sendo acusado de favorecer empresários amigos produtores de cloroquina.

Documentos obtidos pela CPI do Genocídio mostram que o mandatário ligou para o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, e pediu que acelerasse a exportação de insumos para a fabricação do medicamento que não tem comprovação cientifica para o tratamento da covid.

Os empresários são Renato Spallici, do laboratório Apsen, e Carlos Sanchez, que comanda a EMS.

Ambos são bolsonaristas declarados e já foram recebidos no palácio do Planalto pelo genocida.

Eles também participaram de jantar em São Paulo feito para ovacionar Bolsonaro em abril.

A empresa de Renato, a Apsen, recebeu em 2020 cerca de R$ 150 milhões em empréstimos do BNDES.

O valor é sete vezes maior do que o crédito liberado para o laboratório nos 16 anos anteriores somados.

Em posts antigos de suas redes sociais, agora fechadas, defendia o bolsonarismo com unhas e dentes.

Em um deles, da EMS, publicou a seguinte mensagem: “Acordar sabendo que seu presidente não é do PT, não tem preço”.

Sanchez, um dos principais bilionários do país, participou de duas reuniões com Bolsonaro desde o início da pandemia.

O último encontro, virtual, ocorreu em 14 de maio.

Deu seu primeiro salto ao transformar uma empresa falida, localizada em Diadema, no grande ABC, em potência após a liberação dos medicamentos genéricos.

O mercado o enxerga como um empresário agressivo, alguém que extrapola os “limites” dos negócios.

Agora se vê que ele e seu colega Renato Spallici não são mesmo acomodados.

Garoto propaganda dos laboratórios amigos

Conseguiram dobrar as funções do chefe da Nação: ao mesmo tempo em que fazia lobby em favor dos amigos, Bolsonaro servia como garoto propaganda de uma droga sem comprovação científica e que levou centenas de milhares de brasileiros à morte.

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