O peso de Marina nas eleições de 2014

Atualizado em 24 de fevereiro de 2013 às 11:34

Por que a presença dela na corrida presidencial é um fato bom para o Brasil.

Marina
Marina

Por que Marina Silva é tão demonizada por parte dos petistas?

O paralelo que me ocorre é a maneira como os conservadores tratam Zé Dirceu: como um monstro que ele, evidentemente, não é.

Fanatismo de ambos os lados?

É a resposta mais provável.

Vejo nas redes sociais Marina ser definada sumariamente como “criacionista” e a partir daí agredida.

Ela já desmentiu cabalmente. Deixou claro que não é criacionista, e sim evangélica.

Mas não adianta.

A calúnia vem, e vem, e vem.

Se ela é tão atacada, deve ser porque é respeitada como concorrente para as eleições de 2014. Deve também ser considerado o fato de ela haver deixado o PT, o que entre os petistas mais inflamados faz dela uma traidora, uma apóstata.

Dilma tem amplo favoritismo, por enquanto, conforme o Diário já assinalou neste espaço, mas Marina pode ter um bom desempenho. Ela pode se colocar como um fato novo para um tipo de eleitor de centro e centro esquerda que ficou órfão com a perda de rumo do PSDB e, ao mesmo tempo, tem ainda reservas em relação ao PT.

Também pode ser uma alternativa para esquerdistas idealistas que não digerem coisas como a fotografia de Lula e Haddad com Maluf para levar a prefeitura de São Paulo. Ou que gostam mais do estilo Pepe Mujica de ser do que do de Dirceu ou de Palocci – mais simplicidade e menos vinhos caros.

Marina pode também funcionar como um estímulo para que o PT saia da zona de conforto em que está graças à oposição esclerosada representada pelos tucanos.

É bom para o Brasil que Marina, com seu partido, batizado de Rede de Sustentabilidade, concorra em 2014.

As eleições estão ficando interessantes.