Raí, Zeca Camargo e o jornalismo de celebridades

Deixa o cara em paz!

 

Quer dizer então que o assunto mais quente do Brasil é Raí e Zeca Camargo?

Ora. É bom estar a 10 mil quilômetros do Brasil nestas horas. (Enquanto isso … em Londres, acabo de ler uma excelente matéria sobre a KKH, uma rodovia de 1300 quilômetros que une China e Paquistão. Fica a 4000 metros de altura, e a paisagem é tão deslumbrante que a chamam de Nona Maravilha do Mundo. Os chineses levando desenvolvimento ao Paquistão. Animador. Falarei da KKR em breve.)

 

 

Já dei aqui minha opinião sobre jornalismo de celebridades. É a essência do antijornalismo. Emburrece. Deseduca. Entorpece mentalmente o leitor. Idiotiza os jornalistas que militam nele.

Não existe uma única publicação de celebridades, em todo o mundo, ao longo de toda a história da mídia, que não possa ser descrita numa palavra: lixo. Da People à Caras, da US à Quem, da Hello à Hola, todas elas são a miséria do jornalismo, o comércio da fofoca levado ao extremo da abjeção.

Um dos maiores gênios do jornalismo, o inglês William Stead, sonhava com um governo pelos editores. Stead achava que os editores tinham mais condições de promover o bem público do que os políticos. Extraordinário inovador, ele acabaria morrendo no Titanic lendo resignada, filosoficamente, depois de colocar nos salva-vidas quem ele conseguiu enquanto houve condições.

O jornalismo de celebridades é a negação de Stead.

Raí e Zeca Camargo?

I don’t give a shit.

Bom, volto à KKH. Fascinante.

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