Raquel Dodge causou “prejuízos incomensuráveis” ao caso Marielle, diz promotora

Raquel Dodge. Foto: Wikimedia Commons

Publicado originalmente no jornal GGN

A ex-procuradora-geral da República Raquel Dodge foi alvo de severas críticas pela promotora-chefe da investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

De acordo com informações do portal G1, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) chegou a declarar em documento de acesso restrito que a atuação da PGR pode municiar a defesa de acusados.

As críticas constam das alegações finais do MPRJ no Incidente de Deslocamento de Competência (IDC) de número 24, aberto pela ministra Laurita Vaz após pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), em 17 de setembro do ano passado – perto da saída de Dodge do posto.

A coordenadora do Grupo de Ação e Repressão contra o Crime Organizado (Gaeco) do MPRJ, Simone Sibilio, afirma no documento que a ex-PGR atuou por “capricho pessoal”, usou “argumentação falaciosa”, provoca “balburdia processual”, baseou-se em “disse me disse” e traz “prejuízos incomensuráveis” ao caso, “sem conseguir enxergar o malefício que produziu”.

Na visão da PGR, “manter a investigação no âmbito estadual, no contexto já provado, pode consagrar o desrespeito às obrigações internas de garantia aos Direitos Humanos”. Já o Ministério Público do Rio de Janeiro diz que tudo não passa de “um interminável disse me disse” ou “fofocadas de corredores penitenciários” que “materializam um capricho pessoal da ex-PGR”.

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